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Sábado

16 de Novembro de 2019

Marcela Pierotti relata envolvimento total na profissão

Repórter da TV Tribuna conta que já sabia o que queria ser desde bem cedo; hoje comemora a oportunidade de fazer o que gosta: “Todas as matérias mexem comigo”

Ela ama dar boas notícias e já sabia que faria isso desde muito pequena. “Nas festas de aniversário, em casa, eu já entrevistava os convidados. Quando passava com meu pai, de carro, pelas sedes das emissoras regionais, sempre falava: ‘eu vou trabalhar ali’”, recorda, aos risos, a jornalista Marcela Pierotti, repórter da TV Tribuna. E a profecia se concretizou. Depois de conseguir um emprego na TV Com, a coisa fluiu. Fazia de tudo um pouco, mas não jornalismo. As matérias de verdade começaram quando ela trabalhou na TVB (antiga afiliada do SBT). Quando surgiu a oportunidade, em 2010, para ir para a TV Tribuna, mesmo como temporária, não pensou duas vezes. “Depois, em setembro de 2012 fui registrada. Foi a melhor coisa que eu fiz. Como eu já tinha uma bagagem, já fui contratada como repórter”.

Rotina não existe no trabalho de Marcela. “Chego na emissora sem saber o que eu vou fazer. Se eu sei, há grandes chances de mudar (risos). A gente tem que ser extremamente flexível e não ter ansiedade. É preciso deixar a vida te levar e estar preparada”. Para as novidades, a repórter sempre tem um look diferente na bolsa. “Você pode estar com um sapato, arrumada para cobrir um evento e, de repente, tudo muda. Isso já me aconteceu. Por isso, sempre trago um sapato pra trocar, uma capa de chuva, um guarda-chuva, um casaco, outra blusa. Trago meu kit sobrevivência (risos)”.

De família de empresários, muitas vezes Marcela foi questionada porque não quis seguir o mesmo caminho. “Esse questionamento nunca veio dos meus pais. Eu amo demais o que eu faço. Sou muito grata a tudo que eu conquistei até hoje. Tenho muita admiração pela empresa da família, mas queria criar o meu mundo a partir da minha luta. Construir a minha história pelos meus méritos e provar para mim que seria capaz”.

E essa missão é comprovada diariamente. “Todas as reportagens mexem comigo. Você vê mãe que perde filho, família desabrigada, crime chocante. Não tem como não se envolver. Eu acho que as situações que mais me tocam são as que envolvem o próximo, outras pessoas. Sempre penso que poderia ser eu naquela situação. Eu me ponho muito no lugar do outro. Tento fazer o melhor para ajudar naquela situação”.

Mas Marcela gosta mesmo é de boas notícias. “O mundo precisa de boas matérias, bons exemplos. Isso também mexe comigo: oportunidade de emprego, boas ações. Somos formadores de opinião e damos esperança. O que temos em troca é um retorno maravilhoso. Ter reconhecimento de amigos e família é bom, mas é fácil. Quando o público que só te conhece profissionalmente fala que você está indo bem, é um carinho, um reconhecimento que me motiva demais”. 

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