Isolamento pode provocar doenças de pele

O estresse causado pelo confinamento traz vários problemas dermatológicos

Capriche no autocuidado  

O isolamento social aumentou também a incidência das doenças de pele, denominadas psicodermatológicas Como informa a dermatologista do corpo clínico da Centermed Santos e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Carolina Zaparoli, as queixas mais comuns em seu consultório, nos últimos cinco meses, foram aumento da queda de cabelos, piora da dermatite atópica, agravamento da psoríase e a volta das manchas brancas de vitiligo que já estavam pigmentadas.  

Ela explica que os agentes estressores, tanto internos quanto externos, desequilibram o funcionamento do organismo, estimulando uma série de reações do sistema neuroendócrino, o que afeta vários aspectos imunológicos e referentes às doenças de pele. “Alguns pacientes mais sensíveis ao estresse, portadores de transtornos ansiosos e depressivos, tiveram uma piora muito grande com o isolamento social, pois existe uma inter-relação entre a pele, o sistema nervoso e a psique”.  

Segundo Carolina, é indispensável investir em hábitos que vão ajudar a reduzir o estresse, como a prática de atividades físicas, ter um bom sono, se alimentar bem e ocupar a cabeça com coisas prazerosas. “Além disso, é importante ter uma rotina diária de cuidados com a pele. Muito mais que uma preocupação com a beleza, o autocuidado é uma atitude carinhosa consigo mesmo e pode contribuir bastante para a autoestima e a saúde mental. Portanto, ter rotina de cuidados com a pele e os cabelos é fundamental”. 

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