Fique atento na hora de viajar com o animal de estimação

Viajar e levar o seu bichinho é ótimo para a convivência, mas requer cuidados redobrados no transporte do pet

Os apaixonados por bichos ficam com eles o tempo todo. Tutores e animais são verdadeiros parceiros de aventuras e, quando há uma viagem em vista, bate uma dorzinha no peito de deixar o pet em casa. Isso acontece bastante com pais de cães, que costumam acompanhar mais a família nos passeios do que os gatos. 

Clique e Assine A Tribuna por apenas R$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços!

Só que os cuidados precisam ser redobrados. Mesmo que a viagem seja de curta distância, como vem acontecendo ultimamente por conta da pandemia de covid-19. 

Ficar de olho nas regras de trânsito e no bem-estar do animal garante uma viagem tranquila, sem sustos. “Para todos os animais, inclusive aqueles que não viajam, é imprescindível manter a vacinação e a vermifugação em dia. Há, ainda, a proteção de pulgas, carrapatos e mosquitos, que podem carregar doenças como a dirofilariose e a leishmaniose. É importante se cercar desses cuidados, porque você não sabe o que vai encontrar ao chegar ao destino”, explica a médica-veterinária Mayra Martins, mestre em Clínica e Cirurgia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).

De acordo com a veterinária da DogHero, Thaís Matos, o ideal é não oferecer comida para o animal de estimação três horas antes da viagem e dar água em pequenas quantidades. “Ao preparar as malas, garanta o bem-estar do pet levando todos os seus acessórios e principalmente os alimentos (ração, frutas e petiscos) que ele já está acostumado a comer em casa. Não se pode esquecer dos potes de água e de comida. 
Se o percurso for longo, deve-se oferecer comida e água em pequenas quantidades”, afirma.

Segundo as veterinárias entrevistadas, é essencial aumentar a atenção nos dias quentes, manter um ambiente mais climatizado dentro do carro e não viajar em horários de muito sol, como na hora do almoço. De acordo com Thaís, é legal também saber quais frutas, por exemplo, que os cães não podem comer. “Isso ajuda 
a evitar intoxicações e alergias. Frutas como maracujá, uva, açaí, carambola, figo e tomate estão na lista de proibidas para os cãezinhos. De qualquer maneira, os pais e mães de pets devem sempre consultar o veterinário de confiança”, reforça a especialista.

Evite Enjoos

Alguns bichinhos de estimação costumam enjoar em viagens de carro, portanto, o veterinário pode recomendar o medicamento e a dosagem correta para evitar esse mal-estar. Nenhum tipo de remédio deve ser oferecido ao animal sem a prescrição de um veterinário. 

"Os filhotes podem enjoar mais e vomitar. Existem homeopatias, biscoitos e fitoterápicos que também auxiliam nisso, mas tudo deve ser recomendado pelo veterinário, que também vai atestar a boa saúde do animal, documento esse que será necessário para 
a viagem”, diz Mayra Martins.

Tudo Tranquilo

Durante a viagem, tente manter o animal tranquilo. Quanto mais relaxado ele ficar, melhor.

Alguns podem se mostrar mais ansiosos, ficar com respiração ofegante, o que é normal durante um período, mas, ao chegar ao destino, verifique se ele continua assim – e por quanto tempo –, o que pode ser perigoso.

“Para manter o pet relaxado e tranquilo durante o trajeto, o tutor deve levar a caminha, os brinquedos favoritos, petiscos e a mantinha dele. Em alguns casos, o veterinário irá avaliar a situação e verificar a necessidade ou não de uso de medicamentos”, observa Thaís.

Cuidados básicos

Na hora de pegar a estrada, a orientação é que o bichinho seja sempre transportado no banco traseiro, na caixa de transporte adequada (para os pequenos) e com um cinto de segurança próprio para pets, principalmente para os de porte maior. Esses acessórios são encontrados em lojas de acessórios para animais em geral.

Por conta da covid-19, mantenha os cuidados de distanciamento social. O uso de máscara nesses contatos mais próximos (fazer carinho, pegar no colo) ajuda na preservação da higiene.

“Outra atitude importante é lavar bem as mãos antes e após interagir com os pets para evitar a transmissão da doença para eles. Lembrando que os animais não transmitem o coronavírus para humanos, mas podem desenvolver sintomas leves e passar a covid-19 para outros bichos”, destaca Thaís.

Ambiente de chegada

Mayra Martins também reforça que deve-se tomar muito cuidado na chegada ao destino para o cão não fugir. “O ímpeto do cachorro, que geralmente é mais comum de se transportar, é fugir. Então, use coleira, guia, saiba onde vai, principalmente se for ficar em hotéis. Se for para casa da família, cuidado para não esquecer o portão aberto. Perder bicho é ruim, imagina em outra cidade?”

Também é fundamental conhecer direito a personalidade do cão. Uma viagem de um fim de semana, com um animal mais raivoso, pode ser mal negócio, porque pode haver outros bichos no local. “Comece com viagens menores, para ver como o pet se comporta. Existem calmantes e tranquilizantes que podem ser dados para alguns animais, mas tudo com prescrição médica. Esses remédios ajudam a baixar a pressão e dão sonolência, no entanto, é preciso ficar muito atento, pois é um farmacológico
e, por isso, alguns animais vão responder bem e outros não”.

Tudo sobre: