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Quinta-feira

5 de Dezembro de 2019

Especialistas dão dicas de como afastar a preguiça e se exercitar no inverno

O verão foi embora e levou junto toda a motivação pra se exercitar? Recupere o ânimo com as dicas a seguir

A prática de atividade física ganha uma barreira daquelas quando as temperaturas abaixam: a preguiça. Para quem começou o ano suando e gastando tênis e aos poucos foi ficando mais no sofá, é hora de reagir! Dois especialistas dão uma injeção de ânimo para você continuar malhando neste inverno. 

“O primeiro passo é analisar como está a sua motivação”, diz Jamille Farath, pós-graduada em Educação Física, especialista em Condicionamento Físico, Treinamento de Força, Pilates e Treinamento Funcional. “Se tiver motivos fortes, não haverá nada nem ninguém para impedi-lo de concretizar o que deseja como resultado”, continua ela, que é professora do curso virtual Treino Funcional: O Programa Definitivo para Sair do Sedentarismo na Namu Cursos, a primeira plataforma de videoaulas voltada exclusivamente ao bem-estar.

“Vale lembrar que, quando você para de treinar, volta ao estado de sedentarismo, ou seja, aquele em que se encontrava antes de começar uma atividade física”, orienta ela, recomendando ter em mente os ganhos obtidos desde que se inicia um ciclo efetivo de treinamento “para que a vontade continue, mesmo nas baixas temperaturas”.

Larissa Cieslak acrescenta que “a Baixada Santista oferece um grande facilitador, que é a praia. 

Se a água está fria, pode-se caminhar, brincar com os filhos na orla de patinete, de skate, alugar bicicleta”. Ex-nadadora da seleção brasileira e engenheira formada, Larissa hoje comanda a 3Ps Treinamentos com o marido, Joel Moraes, que já foi Top 10 no ranking mundial de nadadores, além de atuar como professor, escritor e mentor de atletas, empreendedores e executivos. 
Joel julga ser providencial quebrar três paradigmas: 

É importante colocar uma meta e montar um treino específico.

“Não dá? Lembre que exercício físico é diferente de atividade física. O primeiro: musculação, ciclismo, ioga, natação, crossfit, vôlei de praia... E atividade física? Subir escada, dançar na sala de casa, faxinar e tudo mais que move, que requer movimento. As pessoas devem se manter ativas do jeito que for viável”. 

A atividade física não deve ser encarada como algo sazonal e com finalidade exclusivamente estética.

Tenha isso em mente, por mais que seja comum ouvir as pessoas falarem: “Está chegando o verão, vamos emagrecer”. A atividade física precisa ser encarada como estilo de vida, pois favorece alta performance em todas as outras áreas do nosso cotidiano. “A gente pensa e trabalha melhor, dorme e acorda bem, tem mais energia e tempo de qualidade, sente enorme bem-estar”, aponta Joel Moraes. 

Segundo o estudo Designed to Move, patrocinado pela Nike, a atividade física eleva não só o capital físico como o intelectual, o financeiro, o emocional, o social e o individual (capacidade de gerir o próprio tempo, por exemplo). 

Os benefícios passam por mais felicidade, foco, realização, controle hormonal, humor. E está comprovado que investir em saúde é cinco, seis vezes mais barato do que comprar remédios. 

Qual é a melhor atividade física que existe?

“É aquela que você mais gosta de fazer e não a que está na moda. Em qual horário é melhor? Naquele em que você pode. Uma academia bacana? A mais bacana sempre será a próxima da sua casa. Isso é o que eu chamo de princípio da inevitabilidade. O horário é o que você pode; o lugar, o mais perto e a atividade, a que você mais curte, a mais prazerosa”

Joel, que é mestre em Esportes pela Universidade de São Paulo (USP), complementa: “Se for mais gostoso sair para dançar no inverno, vá em frente. Vá queimar calorias, movimentar seu corpo, trabalhar seu sistema cardiorrespiratório, liberar hormônios ligados à satisfação e à saciedade, como serotonina, dopamina e ocitocina”. 

Ele alerta que um corpo sedentário é antinatural, já que foi desenhado para permitir os movimentos de sentar, levantar, agachar, andar, correr, pular, puxar, flexionar... “Mover-se deve ser algo natural e fazer parte da nossa vida, igual a dormir ou tomar banho. Apenas essa reflexão já deveria servir de estímulo para todos nós corrermos para a academia, o clube, o calçadão ou a areia da praia”, finaliza o mentor.

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