Entenda como o comportamento de cada raça pode influenciar a convivência entre cão e dono

Conhecer e respeitar as necessidades do animal são importantes para uma convivência gostosa e segura entre os pets e a família

Escolher um animalzinho de estimação é uma responsabilidade grande. Diferentemente de um produto, eles não devem ser trocados. Até por isso, muita gente prefere optar por cães de raça, já que, geneticamente, alguns traços de personalidade são mais previsíveis. Assim, fica mais fácil diminuir a possibilidade de estresse à família e ao novo integrante da casa.

Entre o que se deve considerar antes de escolher estão: o tempo que a família passa no lar, o tamanho do ambiente em alguns casos, a rotina e estilo de vida dos donos (se gostam de sair com o pet) e a idade dos moradores, no caso de idosos ou crianças. Mas há mitos e verdades dentre esses assuntos. 

Bruno Alvarez, especialista comportamental do Clube Au Au, explica por exemplo que não necessariamente um cachorro que vive em apartamento precisa ser de porte pequeno. 

“Algumas raças pequenas têm uma energia que, se você não drenar, o cão vai procurar o que fazer e poderá destruir tudo”.

Apesar disso, mesmo nesses casos é possível ter um cão mais agitado, com treinos e dedicação.

“Eu tenho um beagle. É um cão agitado mas que, se você tiver tempo e disposição de ensinar, será um ótimo amigo. Em dias de chuva, minha esposa sobe e desce escadarias para exercitar o pet”.

Guilherme Sellera Godoy Challoub, patologista veterinário e professor na Universidade São Judas-Campus Unimonte, lembra que também é bom levar em conta, além do comportamento, a questão econômica e a maior predisposição de certas raças a algumas doenças.

“Muitos donos esquecem-se que, quanto maior o animal, mais ração e mais custosos os medicamentos também. Há raças mais predispostas a alguns tipos de câncer, como o pug, buldog francês, pitbull e golden retriever. Às vezes, na família do dono houve um caso recente de morte pela doença e a pessoa pega um cão como companhia. Imagina o sofrimento lá na frente”, alerta. 

Segundo ele, outras doenças podem exigir ainda mais tratamentos a longo prazo, o que torna manter o bem estar animal também mais caro. 

“Lhasas-apso e shitzus costumam ter doenças alérgicas e de pele. Raças grandes como golden, rottweiller e pastor alemão comumente sofrem de displasia coxofemoral (a degeneração da articulação do quadril) e cães com orelhas grande como cocker spaniel e o daschund têm bastante inflamações de ouvido”. 

Porém, cuidando e atendendo às necessidades do novo integrante da casa, é sempre possível ter o cão que a família quiser. Confira algumas catacterísticas de raças: 

Bernese e Golden Retriever
Apesar de grandes, eles são levados quando filhotes, mas tranquilos quando crescem. Se dão bem com outros animais e com crianças. São companheiros. Mas, a família deve ter um estilo de vida com saídas rotineiras para exercitar o animal.

Border Collie
Ágil e inteligente, essa raça é muito usada no pastoreio, Precisa correr e exige mais espaço ou tempo de exercício. Deve ser estimulado desde pequeno ao convívio com outros animais, mas costuma se dar bem com crianças. Está sempre pronto a defender a família, então é bom apresentá-lo a qualquer visita.

Chow chow
Famoso pela língua azul, é independente e reservado. Não interage com frequência. Por isso, em petshops onde será tocado por pessoas estranhas, costuma ser mais agressivo. Não se dá tão bem com mais animais, mas é leal com a família.Possui pelo longo.

Shar pei
Também de língua azul ,mas bem mais conhecido pelas dobrinhas, é reservado. Precisa ser ensinado desde cedo a interagir com crianças. Brincalhão apenas com quem conhece, é pouco submisso e não aprende comandos facilmente. 

Yorkshire
Inteligente e determinado, não tem medo de nada. Por isso precisa de um líder que imponha regras. Tem muita energia, mas um passeio curto por dia o deixa mais calmo. Late bastante para proteger seu território e se dá bem com outros animais e crianças, se adaptando.

Spitz Alemão 
Dócil, curioso, corajoso e ousado, o Lulu da Pomerânia é apegado aos donos e desconfiado com outros pets e visitas. Precisa passear para gastar energia. Quem mora em apartamento precisa consierar que às vezes ele late bastante.

Beagle
Um verdadeiro cão de caça, não é dos mais fáceis de educar. Mas, como é muito inteligente, quando treinado, é incrível. Demanda mais passeios por ter seus instintos muito apurados e ser um excelente farejador. Senão, há o risco de ele destruir muitas coisas na casa.

Dog Alemão
Apesar de enorme (pode chegar a 90 quilos e 86cm de altura), não tem tanta energia. Muito calmo e dócil, ama visitas e outros animais. Não é destruidor, mas como não tem noção de seu tamanho e força, costuma provocar alguns acidentes até engraçados.

Shih-tzu e pug
Apesar de independentes, são excelentes cães de companhia. Geralmente, latem para avisar apenas de algum perigo ou pessoa estranha. Como são cães de focinho curto, não conseguem se esforçar muito. Não são ideais para quem gosta de se exercitar no calçadão com o cão, por exemplo.

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