Didi Wagner fala de aventuras e perrengues durante suas viagens

A apresentadora acaba de estrear mais uma temporada do programa Lugar Incomum, na Multishow

Quando esteve no Chile, em novembro de 2019, para gravar a 20ª temporada do Lugar Incomum, Didi Wagner nem imaginava que o mundo viraria de ponta cabeça por causa de uma pandemia. E foi justamente durante o isolamento provocado pela covid-19 que estreou, no mês passado, mais uma edição da atração, que vai ao ar toda segunda, às 18 horas, no Multishow. 

São oito episódios inéditos e foi a primeira vez que a apresentadora desembarcou com o programa em um país da América Latina e ainda atuou como produtora executiva. Na emissora desde 2006, onde participa da transmissão ao vivo dos principais festivais de música como Lollapalooza e Rock in Rio, fala com orgulho do seu trabalho.

“O Lugar Incomum está há tanto tempo na grade porque soube se reinventar”. Autoridade em viagem, música e novas tecnologias, a apresentadora começou a carreira na MTV, onde comandou diversos programas. Didi também é autora do guia de bolso Minha Nova York (Editora Pulp), que alcançou mais 25 mil exemplares vendidos em quatro edições.

O livro traz #didicas (indicações e recomendações pessoais de Didi) sobre a cidade onde ela morou com sua família por cinco anos, e onde gravou temporadas do Lugar Incomum durante três anos. Há ainda previsão do lançamento do guia impresso Minha São Paulo (Editora Record), que também se desdobrará em uma plataforma digital, sem data ainda definida. Paulista apaixonada, Didi mora em São Paulo, é casada com o empresário Fred Wagner, e mãe de três filhas: Laura (16 anos), Luiza (14 anos) e Julia (11 anos). No papo a seguir, ela fala sobre o programa, família, viagens e, claro, sobre o novo coronavírus.  

O que as pessoas podem esperar desta nova temporada?  

Viajamos por diferentes regiões do Chile para mostrar curiosidades e atrativos do país. Teremos algumas cidades, muitas paisagens inspiradoras e, acima de tudo, chilenos interessantes, que fazem o Chile ser um país tão único.  

Por que vocês escolheram explorar, pela primeira vez, um país da América Latina, no caso o Chile?

O Chile é um país que tem muita história, uma identidade cultural própria, paisagens bem peculiares e um povo muito bacana. Essa é a equação ideal para registrar uma temporada inédita. 

Fale sobre algumas impressões sobre o país, o que mais gostou e chamou sua atenção?  

Fiquei muito impressionada com o cuidado que o Chile aparenta ter com suas reservas naturais. Percebi isso, principalmente, na Patagônia, onde o turismo é super controlado, e existe uma grande preocupação em relação à sustentabilidade do local. Também vi isso no Deserto do Atacama, onde várias áreas são administradas pelas comunidades indígenas que habitavam aquelas regiões desde sempre.  

Já estão pensando na próxima temporada, mesmo em meio à pandemia?  

Sim, claro. Estamos sempre com um olho na próxima viagem! Mas claro que só faremos uma nova temporada quando for seguro e permitido.  

Mesmo viajando muito a trabalho, gosta de viajar em família?  

É a coisa que eu mais gosto de fazer na vida!  

Suas filhas também têm esse gosto por viagem?  

Sim, elas amam, curtem os preparativos, o voo, tudo!  

Você está há 15 anos à frente do programa, viajando pelo mundo, conhecendo culturas, pessoas... O que as viagens trouxeram e trazem para você?  

Gosto muito de uma frase que li um dia na internet, que diz que “viajar é a única coisa que a gente gasta dinheiro e fica mais rico”. Acho que ela resume bem o valor de uma viagem. A gente volta mais rico culturalmente e também com uma bagagem bacana de experiências.  

Histórias não devem faltar. Tem algumas que marcaram mais? Pode contar para gente?  

Das minhas viagens mais recentes, uma experiência que me marcou bastante foi nadar no mar das Maldivas, à noite, próxima de um tubarão-baleia. Trata-se do maior peixe do mundo. Foi realmente marcante!  

Qual maior perrengue já passou?  

Acho que foi ficar mais de 6 horas dentro de um avião parado, em solo, no voo que sairia de Nova York para São Paulo. Se eu não me engano, foi em dezembro de 2008. Era uma noite em que nevava muito, e a aeronave estava enfrentando problemas no descongelamento de asa, o defrost, que é executado quando está muito frio e úmido para poder levantar voo. Durante essas mais de seis horas em solo, o procedimento dentro do avião era o de decolagem: todos os passageiros deveriam permanecer sentados, com cintos afivelados e as poltronas em posição vertical. Para ir ao banheiro, era preciso pedir autorização aos comissários de bordo. E, apesar de o avião estar parado, no mesmo lugar, esperando o defrost, como oficialmente estávamos em procedimento de decolagem, os comissários não podiam fazer o serviço de bordo, ou seja, não serviram água, comida, nada, durante todo esse tempo.  

Você estava sozinha?  

Não! Eu tinha duas filhas pequenas que começaram a chorar sem parar. Depois de mais desse tempo todo em solo, o comandante avisou que todos os passageiros teriam que sair do avião e aguardar no aeroporto. Entre o horário original do voo e o horário em que o avião finalmente decolou, foram no total quase 20 horas de atraso. Foi muito cansativo!  

Quantos países já conheceu e quantos passaportes você tem?  

Hahaha. Eu nunca sei responder essa pergunta em termos numéricos! Costumo dizer que conheço mais países do que eu poderia imaginar que um dia viria a conhecer. Ao mesmo tempo, poucos países, levando em consideração a quantidade de lugares interessantes que existem nesse nosso planeta lindo, que eu ainda pretendo visitar.  

Tem pessoas que compram ímãs, copinhos, miniaturas em viagens. Você tem algum item que coleciona?  

Tentei começar uma coleção de imã de geladeira dos países que visito, mas a verdade é que não fui muito disciplinada em dar continuidade à coleção.  

Como é a sua mala? Você aprendeu a ser mais econômica ou carrega muita coisa?  

Meu maior desafio é conseguir viajar cada vez com menos roupas. Normalmente viajo com uma mala de 25 quilos e uma mala de mão.  

O que você nunca deixa de levar durante as viagens?  

Um livro, adaptador de tomada, carregador extra de celular e um chocolate.  

Você viajou durante a pandemia? O que fez durante o isolamento?  

Não viajo desde fevereiro. Vou lançar, em breve, uma série de vídeos sobre música em meu próprio canal no Youtube. O projeto, feito inteiramente à distância, teve o auxílio de um time de criação e edição. Foi um desafio e tanto e também uma grande oportunidade de me envolver com todas as etapas de uma diária de gravações. 

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