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Quinta-feira

18 de Julho de 2019

Cristina Guedes aceita desafio de ser colunista social do Jornal A Tribuna

A jornalista santista construiu uma carreira bem-sucedida e relembra momentos marcantes de 41 anos de profissão

Ter paixão pelo que faz, se dedicar de corpo e alma para aquilo e ainda se divertir durante o processo. Essas foram as linhas mestras de Cristina Guedes ao longo dos seus 41 anos de jornalismo, período no qual realizou trabalhos bem diferentes e de sucesso. 

Os primeiros passos da santista na comunicação foram em 1978 no Cidade de Santos, jornal no qual ficou por oito anos. Essa experiência a levou para a Capital, onde atuou primeiro na TV Record e, logo na sequência, na Globo. “Voltei para Santos em 1991, para ser a primeira repórter da TV Tribuna”, conta.

Nos quase 12 anos em que permaneceu na emissora, Cristina fez um pouco de tudo: foi repórter de rede (aquele que participa com maior frequência do Jornal Nacional e das demais atrações jornalísticas globais), exerceu o papel de chefe de reportagem da afiliada, apresentou o Jornal da Tribuna (JT) e fez coberturas internacionais, como a da visita do presidente Fernando Henrique Cardoso a Portugal durante as comemorações dos 500 anos do Brasil. Sem falar que, por cinco anos, comandou o programa Revista da Praia

“A TV Tribuna foi a minha grande realização profissional. Nela, tive todas as oportunidades possíveis”. 

Na esfera pública 

Como Cristina gosta de dizer, a sua vida é movida a desafios. Justamente por isso resolveu ir da TV Tribuna para a Prefeitura de Santos, onde, em 2005, no início do primeiro mandato do prefeito João Paulo Tavares Papa, assumiu a presidência da Fundação Arquivo e Memória de Santos (Fams). 

“Nos três anos em que fiquei na fundação, fiz vários trabalhos legais. Entre eles a criação do primeiro MBA do País de Arquivologia. A gente também publicou vários livros em parceria com o governo da França”, lembra. 

A seguir, veio o desafio de dirigir a Santos Film Commission. “Existiam poucas comissões como essa no Brasil na época. A de Santos surgiu antes da de São Paulo. Fiquei na direção por cinco anos. Fazíamos eventos para atrair produções audiovisuais para a Cidade e dávamos suporte para as equipes que vinham gravar aqui novelas, documentários, filmes e comerciais. Um bom exemplo foi a novela Ciranda de Pedra, da Globo (2008), que teve cenas rodadas no Centro. Ainda auxiliamos os profissionais de um filme japonês”, diz Cristina sobre o trabalho à frente da comissão, eleita, em 2009 e 2010, a segunda melhor entidade do gênero no País – perdendo apenas para a do Rio de Janeiro.

“E prestamos assessoria para outras cidades do Estado que queriam montar film commissions”.

Livro sobre drogas

Em 2012, em paralelo ao trabalho na comissão, Cristina lançou o livro À Prova de Choque, sobre o ex-traficante e ex-presidiário Paulo Sergio Gonsalves de Melo, que, há mais de 20 anos, está recuperado da dependência química.

“O Paulo faz um trabalho com dependentes e distribui o livro gratuitamente para eles. A obra tem sido utilizada em 20 clínicas de reabilitação, inclusive de São Paulo e da Bahia, pois, além da história do Paulo, traz depoimentos de especialistas em dependência química”. 

De volta à TV 

O ano de 2014 marcou o retorno de Cristina à televisão. Ela estreou no Viver Bem, da TV Tribuna, o quadro Atitude. “Acordei no meio da madrugada com a ideia para esse projeto e, imediatamente, me pus a formatá-lo. Quando apresentei a proposta do quadro, a direção da tevê amou. Foram quase dois anos de Atitude. Nele, mostrei 100 histórias locais de superação”. 

Uma surpresa no caminho 

Apaixonada desde cedo pela escrita – aos 14 anos, já sabia que seria jornalista e, com 16, participou de concursos literários –, Cristina tem se dedicado a escrever, de um ano para cá, pequenos contos, que posta no Facebook. E para sua surpresa, foi convidada para assumir dois dias da coluna social de A Tribuna a partir do próximo sábado. 

“Além de todo o conteúdo que não pode faltar numa coluna social, vou falar de pessoas com perfil empreendedor, que fazem diferença na região. Minha vida sempre foi pautada por contar boas histórias. Nesse novo desafio, não será diferente. Quero mostrar pessoas que podem servir de fonte de inspiração para mais gente também contribuir com o desenvolvimento da Baixada Santista. Na região, ainda há muito potencial a ser explorado”, arremata a jornalista, que espera que os leitores interajam com ela, mandando sugestões via e-mail ou pelas redes sociais.