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Segunda-feira

21 de Outubro de 2019

Confira dicas de especialistas para escolher o sofá correto para um living

Uma das principais peças da decoração, ele precisa ser selecionado com cuidado para não ficar exagerado ou pequeno demais nos ambientes

Quando se pensa na decoração de um living, da sala do home theater e até mesmo de uma varanda de grandes dimensões, cada peça deve ter o seu protagonismo. Porém, nenhuma delas é tão necessária quanto o sofá. Grandes, médios ou minimalistas, eles não podem faltar: seja para exercer a sua função básica, que é acolher bem as pessoas ao se sentarem, ou garantir um glamour todo especial para o ambiente. 

E o universo desses objetos, assim como tudo que envolve design, é bem vasto. Escolher o sofá certo para a sua casa nem sempre é uma tarefa fácil. É preciso analisar muito mais do que a estética. Fatores como área útil, conforto e finalidade da peça são alguns dos detalhes que devem ser levados em consideração no momento da compra.

Na opinião da arquiteta Valéria Loureiro, trata-se de umas das peças fundamentais do living. “Por ser um dos principais volumes, ele direciona o restante da decoração”.

Em função disso, escolher um objeto com a medida certa talvez seja a dica mais preciosa de todas. Por isso, preste bastante atenção: saber qual o tamanho ideal do sofá evita uma futura dor de cabeça. Já que o móvel não deve ficar apertado no ambiente, pois pode comprometer a decoração e a circulação no espaço. 

“Recomendo manter uma distância mínima de 70 cm nas laterais, seja para servir como passagem ou para receber uma mesa lateral”, indica Bianca Atalla, do escritório JMA Estúdio, da Capital.

Caso o projeto de decoração inclua uma mesinha de centro, Bianca aconselha considerar um espaçamento mínimo de 50 cm até o início da mesa, de forma a não atravancar o ambiente.

Elisa Ju, também do JMA Estúdio, dá outro toque importante: comprar um sofá sem testar é um dos grandes erros que você pode cometer. Portanto, vá à loja sem pressa para analisar as condições da peça, observar se o estofamento é firme ou macio demais, bem como qual é a profundidade do assento. 

Tecidos e texturas

Como há diversos tipos de sofá no mercado, vale avaliar se o modelo desejado é melhor para compor, por exemplo, a sala de estar ou de TV. “Na sala de estar, recomendo <um sofá com mais design e, na de televisão, a peça deve ser escolhida principalmente pelo conforto”, afirma Fernanda Mendonça, que trabalha com Bianca e Elisa.

Valéria Loureiro ainda cita o sofá com encosto mais alto, profundidade maior e braço baixo para poder deitar. Hoje, os modelos extensíveis ou com chaise são os mais utilizados nesses espaços”, diz a profissional de Santos.

Segundo ela, de uma forma geral, os principais tecidos usados atualmente são veludo, linho, sarja e suede. “Os tecidos quando têm um percentual de poliéster costumam ser mais fáceis de limpar e amassam menos, mas não são tão confortáveis no tato. As texturas naturais vêm como uma grande tendência. Assim como os sofás de forma arredondada têm conquistado cada vez mais espaço na decoração”.

Durabilidade

Para a arquiteta da Cidade, tanto os sofás de tecidos claros quanto os com tonalidades escuras estão em alta e tudo depende, na verdade, de onde a peça está inserida. “Em áreas muito utilizadas, prefira o tecido que ajuda a disfarçar a sujeira e é de fácil limpeza, como suede ou sarja”. Falando nisso, a periodicidade da higienização depende da intensidade do uso e do tipo de tecido. “Mas acredito que, a cada dois anos, seja suficiente. E dá para fazer a blindagem ou impermeabilização do sofá, para mantê-lo limpo por mais tempo”.

Garantir a durabilidade do produto é uma boa forma de fazer economia. “Caso ele seja de boa qualidade, esteja em bom estado e o modelo permita, uma reforma pode valer a pena”, conclui Valéria.

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