Como montar um quarto de bebê num espaço pequeno

Independentemente do tamanho, há detalhes essenciais num quartinho que não podem passar despercebidos, para não comprometer a segurança e o bem estar da família

São mil temas, cores, estilos e sonhos. Quem monta um quartinho de bebê viaja num mundo de possibilidades – mesmo quando não há o espaço perfeito. Afinal, o tamanho ideal é subjetivo. Depende do sonho de cada família. O que não muda é que, seja qual for o espaço, dá para pensar em um layout que traga conforto, comodidade e segurança à família e ao neném que está a caminho. 

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uem explica é a arquiteta Alessandra Aulicino. Ela aponta que o ponto de partida precisa ser o planejamento, seja a gestação de um menino, menina, de múltiplos descobertos no início ou com uma gravidez já avançada. 

“Porque quando falamos de uma gravidez, temos um tempo contado que não estica. O bebê pode chegar antes, mas depois não virá. Então o ideal é o que te permite chegar no resultado esperado, dentro do tempo necessário”. 

Hoje o mercado tem muitas opções. Com isso não é difícil ver alguns pais confusos sobre que móveis colocar. Ouvir palpites nesse momento pode não ser uma má ideia, mas lembre-se que o útil para uns, não é tão preciso para outros.

“Tem quem não abre mão da cômoda com trocador. Mas algumas pessoas não conseguem usar. A poltrona de amamentação é outro item muito pessoal: muita mãe gosta da facilidade de tê-la e outras se arrependem porque não usam. É importante definir o que é preciso porque algumas fábricas levam quase dois meses para entregar”.

Bárbara Alarcon, designer de interiores, indica também que na compra, os pais pensem em móveis com dupla função para aproveitar melhor o espaço.

“Tem berço com gaveta embaixo e trocador embutido, por exemplo, que dispensa a cômoda. E é preciso cuidado com os planejados. Porque há normas de segurança que nem sempre são obedecidas quando mandamos fazer. Em algumas lojas, muitas vezes não há especialistas. Eles entregam o que você pedir. E a altura da grade do berço, por exemplo, tem que ter no mínimo 60 centímetros. A grade também obedece um padrão para a criança não prender o braço”.

Alessandra lembra que, para economizar dinheiro e trabalho, é melhor ainda se a família puder optar por móveis que terão utilidade dentro de alguns anos, como berços que viram cama, por exemplo. 

Menos é mais
Muitos pais e mães esquecem que, com uma criança no colo, a mobilidade principalmente no começo, pode não ser mais a mesma. Então, o espaço entre os móveis precisa permitir a livre circulação, para que se transite livremente sem o risco de topar o pé numa quina ou tropeçar em qualquer obstáculo pelo caminho.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) prevê que a medida ideal de distância para evitar acidentes é de 60 centímetros comumente e 90 centímetros para o uso por cadeirantes. Chegar o mais perto disso é ideal.

Menos é mais também quando se fala em itens de decoração, diz a arquiteta Alessandra. “Porque quando tem muitos detalhes, o visual fica confuso, facilmente desorganizado com a nova rotina de uma criança no lar e mais difícil de limpar”.

Usando as paredes
Nessa hora, em imóveis pequenos, as paredes ajudam, diz Bárbara. “Nichos e outras soluções em marcenaria são ótimas. A gente vê cabideiros de ganchos com desenhos divertidos, muito em alta. A dica é sempre utilizar uma parede que não seja de passagem. Se houver uma cômoda, pode ser em cima dela, mas nunca nada onde a pessoa possa esbarrar”. 

Para a fixação é preciso pensar na altura dos pais, principalmente para a instalação de porta-trecos – aquele item de tecido que costuma ir acima da cômoda para deixar à mão fraldas e itens de higiene. Um cuidado é, antes de parafusar na parede, deixar o tecido encaixado, para garantir que o espaço para o item pendurado não fique rente demais, apoiado na cômoda ou possibilitando que o bebê puxe qualquer coisa.

O uso de tons pastéis na parede também ajuda, não só por gosto. Eles dão a sensação de ampliação e, segundo estudos, acalmam, relaxam e promovem o bem-estar. Auxiliam no sono, ajudando no desenvolvimento de adultos e bebês. Para trazer mais alegria, a indicação da arquiteta é por as cores mais vivas nos detalhes, brinquedos e enfeites. 

Disposição e segurança
A montagem e a disposição dos móveis não têm regra, mas pode considerar alguns cuidados essenciais à saúde da criança, dando também facilidade ao dia-a-dia de quem cuidará do bebê.

A posição da janela em relação à porta do quarto pode ser um bom ponto de partida para definir a posição dos móveis.

Correntes de ar, mesmo quando não são sentidas pelos adultos, podem ser prejudiciais aos bebês, principalmente no inverno. É bom então, fugir da direção entre porta do quarto e janela, tanto para berço, quanto para o trocador.

Colocar berços abaixo das janelas – mesmo que tenham tela – também não é ideal. Com o tempo a criança vai conseguir se levantar sozinha do berço e ter certa confiança e curiosidade para olhar. Um dia ela terá acesso a outras. Melhor evitar.

Sobre cortinas, é inegável que, quando estão de um lado a outro da parede, do chão ao teto, dão a sensação de um quarto ampliado. Mas, quando a criança começa a andar, pode puxar o tecido e gerar um acidente. Assim, é preciso considerar se os pais vão querer uma cortina curta desde que o bebê chegar no lar ou vão poder trocar quando o bebê começar a andar. 

Às famílias que sofrem de alergias, persianas são perfeitas. Depois desses cuidados, é só estabelecer o melhor lugar para os móveis restantes. 

“Costumo deixar o tocador próximo ao berço, pois à noite, facilita numa troca de fralda. E conversei também com uma terapeuta e ela indicou que, para a criança ter estímulo de todos os lados, olhar e se movimentar para a direita e para esquerda, se possível é melhor que o berço tenha circulação de ambos os lados”.

Nas linhas montessorianas, que além de darem também sensação de amplitude ao quarto pelo berço ser rente ao chão, não há corrente de vento que atrapalhe. Mas os pais precisam se atentar às grades infantis nas portas, diz Alessandra. “Pois, muitos são surpreendidos com os pequenos explorando a casa sozinhos, de madrugada. 
Mosquiteiros são outro ponto de atenção, diz Bárbara. “Há berços em que o tecido fica muito perto do bebê. Precisa ter uma distância que a criança não consiga puxar. O dossel, no teto ou parede, é mais usado. 

 

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