Cães na piscina: Veja cuidados para aproveitar com segurança

Veterinários explicam que cães sadios podem entrar na mesma piscina que os donos, mas é preciso uma série de cuidados para proteger animais e tutores

Cair na piscina durante o verão é uma delícia. E assim como nós, os cães também adoram se refrescar. Porém, nem todos se sentem muito confortáveis na água. Seja por medo ou por falta de habilidade, uns travam e não conseguem aproveitar. Saber lidar com a situação e ter informação é algo indispensável para não traumatizar o bichinho e evitar complicações de saúde para ele – e também para quem divide a piscina com o pet. 

A primeira recomendação é justamente com a higiene. Aldo Macellaro Júnior, fundador e médico-veterinário do Clube de Cãompo, em Itu, diz que é primordial que o bichinho esteja com a vacinação e a vermifugação em dia. Assim, ele pode entrar na piscina do dono numa boa, sem riscos à saúde. 

Outra fator importante é que, para animais doentes, debilitados, com problemas cardíacos ou doenças de pele, essa prática não é recomendada. Não só por conta do cloro na água da piscina, mas porque  nadar exige esforço cardiorrespiratório. Isso até é um ótimo exercício, desde que seja feito com moderação e supervisão de especialista, em cada caso.

E o cloro...

Jorge Morais, fundador da Animal Place, explica que não há produtos específicos para limpar piscinas onde entram cães. Mas diz que o cloro, se usado na dosagem adequada, não causa problemas para pets saudáveis. Em piscinas residenciais, cuidar da pelagem com escovação frequente, removendo maior a quantidade de pelos, ajuda a preservar o filtro.

Alguns estabelecimentos que proporcionam o tchibum canino até evitam o uso de cloro. Júnior, do Clube de Cãompo, explica que por lá há uma tecnologia de uso de luz ultravioleta para reduzir o uso do cloro. Em Santos, a escola de adestramento Fortcão não utiliza piscina clorada. Faz a festa dos pets enchendo o tanque sempre que é usado, como explica o adestrador Danilo Almesias. “Aqui não adicionamos cloro. Enchemos a piscina com água normal e, assim que termina a atividade, trocamos e reaproveitamos a água”.

E se o pet não gosta?

Almesias, acostumado a ensinar os cães a entrar na piscina, conta que nem todos os cachorros gostam de água. Por isso, paciência e parceria são as dicas para fazer com que o bichinho se acostume. 

“Se o cachorro é muito medroso, tem que apresentar a piscina de forma sadia. Tem gente que já joga o cão na água. De preferência, a primeira entrada tem que ser no colo. Se o pet é de porte pequeno, uma dica é segurar na barriguinha dele, para que não tenha medo de afundar”. 

Veterinários recomendam mais atenção às raças braquicefálicas – as de focinho achatado. Nem todas sabem nadar e se cansam mais rapidamente. Mesmo assim, muitos adoram um mergulho. A dica do adestrador é segurar o focinho do cão para evitar afogamentos. Outro conselho é pôr um algodão no ouvido para não deixar que entre água. 

Cuidados gerais

Jorge Morais, fundador da Animal Place, recomenda mais atenção com os filhotes. Assim como as crianças, eles têm menos noção do perigo. 

Em casas com piscina, é indicado também um isolamento para quando não houver ninguém por perto além do animal. Da mesma forma, degraus na piscina facilitam o escape – são úteis durante a natação e principalmente em caso de queda acidental. Então, usá-los sempre para entrar na piscina com o cão ajuda a preparar o pet para um momento de necessidade.

Outra recomendação é jamais deixar o pet entrar na água com um enforcador. Já uma coleira peitoral pode dar mais controle sobre os movimentos do bichinho, caso o pet ainda não esteja acostumado com a piscina. 

Depois da farra

Assim como nós tomamos cuidado com os cabelos, principalmente por conta do cloro usado na piscina, é ideal ter precaução com a pelagem do animal, para que não fique ressecada. Um banho de ducha simples, após o mergulho, ajuda a evitar alergias. Depois, é só secar bem o bichinho, com atenção especial às orelhas.

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