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Sábado

8 de Agosto de 2020

Aprenda a escolher a melhor cortina ou persiana para o seu ambiente

Não é só decidir por cor e material. São diversas opções e alguns truques que transformam o ambiente, mesmo onde não há janela

Desde o tempo das cavernas, o homem já sentia a necessidade de revestir os vãos com peles de animais para proteger a família e inibir a curiosidade de quem estava ao redor. Na Idade Média, as cortinas já se mostravam em tecidos diversos. Hoje, não se deve escolher só isso. Os tipos de cortineiro, varão, trilho, prega, franzido, forro e tantas opções podem deixar qualquer um indeciso. E fica difícil definir o melhor para cada caso. Até porque, mais do que impedir a passagem de luz, cortinas e persianas viraram parte da decoração, inclusive fora da janela.

Gil Medeiros, designer de interiores, explica que usa cortinas grandes mesmo em janelas minúsculas. A ideia é vestir os cômodos e deixá-los mais bonitos ou funcionais, como ao colocar uma persiana para impedir a visão entre a cozinha e a área de serviço. A dica da profissional para começar a identificar as melhores opções é pensar no espaço e na funcionalidade da cortina. Ela não necessariamente precisa ser do tamanho da janela. E ajuda a excluir o que pode atrapalhar ou o que não combina com o morador. 

“Por exemplo, tecido absorve mais pó. A gente não vai pôr um mais grosso na casa de pessoas com alergias. O melhor é a persiana, bem mais fácil de limpar”.

Sobre o tamanho, a escolha é livre. Antigamente se dizia que cortina na altura da janela era coisa de quarto de bebê. Na verdade, não existe regra. Há dicas e truques usados por designers e arquitetos. Elen Teixeira, gerente comercial da House Decor, explica de um jeito até didático. “O que sempre se utiliza é a cortina até o chão, ou a persiana. Tecido longo amplia o pé direito e largo aumenta o cômodo. A exceção é a persiana. Cortina curta parece aquele vestido que não é nem longuete, nem curto – o que bate na canela”, brinca.

Gil indica sempre passar dez centímetros de cada lado da janela, no mínimo. No chão, se não for ficar rente, o ideal é ter no máximo um dedo e meio de altura, com uma dose de cuidado. “Porque o linho, por exemplo, encolhe na lavagem. Se você não faz uma cortina maior, fica faltando um pedaço depois”, diz.

Tecido
É ele que vai ajudar a moldar a personalidade do ambiente. Não só pelo que aparece, mas pelo forro. Há quem faça questão de tapar completamente a luz e a visão, com o blecaute. Existe a persiana de tela solar, que retém o raio solar, no entanto mantém a luminosidade e visualização de dentro para fora. 

Também há tecidos com tramas mais abertas, como os queridinhos da moda: crochês e gaze de linho. Sem contar os mais leves, como voil. E persianas com tecidos com tecnologia que permite a limpeza com água e sabão, como um plástico, com aparência de tecido ou mesmo de madeira. 

A dica das especialistas é escolher tecidos mais fluidos para ambientes menores, para dar leveza ao cômodo e deixar um veludo, por exemplo, para uma sala de televisão, que precisa ser escura. 

Pregas
Elen comenta que, apesar de várias opções de pregas – mais usadas em decorações provençais –, hoje em dia o que se utiliza mais é o modelo franzido, que ocupa menos espaço, acompanhando a tendência de apartamentos cada vez menores. “Tem ainda o wave, que faz com que as ondulações sejam maiores, bem uniformes. O franzido ocupa em torno de 8 cm; o wave, de 12 a 15”.

Como prender
Também há muitos tipos de trilho, varão e sistemas até híbridos,como o varão-trilho, que não precisa de argolas e possui acabamento para esconder o trilho, ideal para quem não tem e não quer ou não pode fazer um cortineiro. 

Entre os cuidados na escolha, além do acabamento, é preciso atenção especial à sacada, que em geral usa persiana rolô. Deve-se pensar nela antes ou com o envidraçamento, por causa das medidas e direção do recolhimento das lâminas de vidro. 

A persiana pode ser instalada até em ambientes curvos. Dá para fazer cortinas intercaladas ou mesmo transpassadas uma na frente da outra, com modelos de correr. Elen destaca as motorizadas, tendência cada vez mais em alta.

“Não precisa mais de ponto de energia. Há o tipo a bateria, sem fio. Você pode escolher abrir ou fechar 16 partes de uma vez ou uma a uma, com automação junto ao sistema do lar, no controle remoto ou celular. Mas é melhor definir antes. Os tamanhos são diferentes. Fazer a cortina e mudar depois sai mais caro”, alerta.

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