Anote 9 dicas para se dar dar bem na prova do Enem

Atualização sobre temas e organização são indispensáveis

Até março de 2020 chegar, não faltavam na internet ou nos diversos cursinhos calendários prontos para direcionar os estudos de alunos que miravam passar no vestibular ou obter boa nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Só que a pandemia desorganizou o ano de muita gente – não só pela mudança de datas das provas como pela incerteza de como tudo ocorreria.

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Está certo que em alguns casos o isolamento social foi a desculpa perfeita para certos estudantes ficarem em casa e afundarem o rosto nos livros e pesquisas. Mas essa não foi a regra. Impactados psicologicamente, muitos se perderam no caminho e agora questionam como fazer que 2020 não seja um ano perdido.  

Entrevistamos especialistas para obter dicas de como se preparar. Anote aí: 

1. Replaneje

Martha Vergine, mentora de estudos e escritora do Blog Eu Estudo Certo, de A Tribuna, indica que o primeiro passo é refazer o planejamento.  

“O normal seria aproveitar a pandemia, mas sabemos que muita gente não aproveitou. Minha sugestão é pesquisar que provas o estudante quer prestar e ver as datas estimadas desses vestibulares. Pode mudar? Sim, porque tudo vai depender da pandemia. Mas ter um norte, uma previsão de quanto tempo falta para se preparar é o ponto de partida”. 

2. Crie uma rotina 

Lúcio Ribeiro, professor e coordenador acadêmico do Curso Objetivo, explica que a menos de 100 dias para os principais vestibulares do País o importante é rotinar.  “Criar uma rotina de estudo todo dia, no mesmo horário, num lugar tranquilo, é essencial, sem entrar em desespero. O pensamento positivo evita o desânimo”.  

3. Treine 

A partir da definição do novo calendário de estudos e de uma rotina para tingir as metas, é preciso saber por onde começar. Ribeiro aconselha que os estudantes peguem provas dos anos anteriores, para conhecer os estilos de perguntas, temas que se repetem e, dependendo disso, traçar o seu novo planejamento. O foco deve ser nas questões mais difíceis para cada um.  

4. Flexibilize-se 

Martha lembra que neste ano a flexibilidade tende a ser um diferencial. “Não adianta nada treinar num ambiente silencioso se, dependendo da prova, ela for feita de casa. Quem corre o risco de ter três filhos correndo pela sala durante a prova, precisa se adaptar e buscar apoio para o momento da prova. Às vezes, o candidato estuda se trancando no quarto, com fone de ouvido e com o menor nível de ruído possível. Mas, no dia da prova, tem uma obra ao lado. Isso não pode abalar o emocional de quem presta o vestibular ou tenta o Enem. A flexibilidade é essencial”.  

5. Temporize 

Isso é muito comum em cursinhos, mas poucos estudantes fazem em casa. Em média, cada questão deve ser respondida em até três minutos. Algumas perguntas são de leitura mais rápida e outras, menos. Por isso é preciso treinar, ainda mais em tempos de vestibulares on-line.  Segundo o professor Lúcio Ribeiro, há dois tipos de avaliação: a TRI, Teoria da Resposta ao Item, e a TRC, Teoria da Resposta Clássica. A diferença é que, no estilo TRI, quem acerta 40 questões faz 40 pontos. É o que acontece na Fuvest, por exemplo. Já o Enem, que não tem caráter eliminatório, mas classificatório, atribui diferentes pontuações para medir o grau de conhecimento do aluno. Isso faz com que dois estudantes que tenham acertado o mesmo número de respostas consigam pontuações diferentes. “Por isso é preciso saber os assuntos mais difíceis, para se ater neles. Aconselho, no Enem, não perder tempo nas questões mais complicadas. Pois outras vão medir o mesmo tipo de conhecimento”.  

6. Atualize-se 

Os temas das perguntas e da redação do Enem são sempre uma surpresa. Por isso os candidatos não devem pensar só na pandemia do novo coronavírus, mas em assuntos transversais. O aumento da violência doméstica durante o isolamento social, por exemplo, deve ser visto. A explosão em Beirute que deixou 203 mortos, em agosto, também pode ser um tema. Queimadas, eleições, fake news e redes sociais estão entre os outros temas esperados pelos especialistas. 

7. Perceba 

Não há tempo certo de estudo. Mas seis horas diárias para quem se perdeu no meio do calendário de 2020 são consideradas o mínimo de tempo para quem realmente quer atingir o seu objetivo. Mas também é importante perceber quando é momento de parar. O relaxamento e o lazer auxiliam no processo de memorização e aprendizado. Dividir os horários para desestressar, assistir a um filme – mesmo que seja sobre um fato histórico – ou até praticar um esporte ao ar livre... Isso ajuda.  

8. Utilize máscara 

Muitos estudantes estão esquecendo um fator determinante para quem vai prestar uma prova presencial: o uso da máscara de proteção. Ela deverá ser exigida durante toda a prova. Estudar com ela para se acostumar vai ajudar bastante, já que para muitos é difícil passar três, quatro horas sem se preocupar com ela no rosto. Para garantir o afastamento social, certamente o número de locais de realização de provas será maior. Saber como chegar e organizar-se para estar mais cedo no local, isso ajuda. Não há como saber como estará o trânsito na data.  

9. Perdoe-se 

Para Martha Vergine, “não adianta achar que não está pronto”. Colocar na mente que o mundo passa pela pandemia de covid-19 ajuda o estudante a se enxergar como igual.  “Se tenho muito a estudar, eu vou ter que fazer escolhas, pesquisar o que mais cai e treinar bastante, mesmo a curto prazo. Não acho que está tudo perdido. Deixar de tentar não vai ajudar. É melhor prestar o vestibular ou Enem para treinar a prova do que desistir”. 

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