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Sábado

4 de Abril de 2020

A escolha da areia perfeita para seu gato

Na hora de decidir, sempre bate a dúvida com relação ao tipo a ser comprado; especialistas apontam prós e contras de cada uma e facilitam a decisão

Ter um gatinho em casa é sempre uma alegria. E ter alguns cuidados com a higiene do animal é fundamental para mantê-lo saudável durante toda sua vida. E essa atenção especial passa por cuidar bem do local onde ele faz as necessidades, que no caso dos felinos é numa caixa de areia.

Diferentemente dos cachorros, que necessitam de ensinamentos para fazer xixi e cocô no local correto, os gatos já fazem isso naturalmente, pois já possuem um instinto de esconder suas necessidades. É o que explica o veterinário Vitor Castro, especialista em comportamento felino.

“Não precisa ensinar o gato a enterrar. Naturalmente ele vai buscar, no ambiente, esse local. O gato vai achar e fazer de primeira. Se for pequeno, os tutores podem até leva-lo lá uma vez, para ele se localizar. E mesmo que o animal saia daquele local num primeiro momento, ele vai saber que é ali que fará as necessidades e vai localizá-lo quando tiver vontade”, explica.

Mas, na hora de escolher as caixinhas, como proceder? Basicamente, existem três tipos de “areias” para colocar nas caixas, segundo o veterinário: areia sanitária, granulado de madeira e microcristais de sílica.

“As diferenças são basicamente em relação ao custo-benefício, durabilidade e capacidade de conter o odor. O importante é adequar à preferência do animal. Logo de início, quando o gato for para sua casa, deixe ele ter contato com diversos granulados e veja como se adequa”, afirma.

O veterinário defende os do tipo microcristais de silica, porque “seguram bem o odor”. “E também são mais econômicos, porque geralmente usa-se um pacote, por gato, por mês”. As desvantagens apontadas pelo especialista é que o substrato é mais fino comparado a outros, gerando uma pequena bagunça feita pelo animal quando ele deixar as caixas. “Mas isso é facilmente resolvido colocando tapetes higiênicos próximos ao local”, diz.

Ele também explica que os granulados de madeira são um dos melhores atualmente porque amenizam muito o odor, ficando um cheio de “natureza”. “E ele esfarela conforme o animal urina, portanto você vai tirando conforme for esfarelando”. Mas os gatos às vezes não se adaptam porque o granulado é mais grosso em comparação com os outros, por isso é preciso testar em seu bichinho.

“Comparado ao granulado de areia, o custo é bem menor, esse é bem barato”, reforça. Em contrapartida, não rende muito, podendo não compensar. O especialista diz que um pacote de 4kg pode durar apenas uns três dias ou no máximo uma semana por gato.

Ele diz que as versões naturais também são boas opções. “As vantagens desses substratos sustentáveis é que pode ser jogado no vaso, diminuindo o lixo. O restante dos substratos o ideal é jogar fora com saco de lixo mesmo”, diz.

Remoção

Os dejetos devem ser removidos diariamente. Se possível, de acordo com Vitor, imediatamente após o gato usar o seu “banheiro”, principalmente com relação às fezes. A urina vai variar de acordo com o tipo de substrato escolhido. “Uns fazem um torrão e você tira assim que fizer. O de madeira geralmente tira quando tiver uma quantidade maior e repõe. Os microcristais de silica não formam torrão, então só troca quando a areia estiver toda amarela”, explica ele. Geralmente, este tipo vem em cor branco com cristais azuis e, conforme o gato urina, ele vai mudando de cor, ficando amarelo.

Na prática

Com relação ao tipo, é sempre indicado um bom tamanho para o gato se sentir à vontade. O veterinário também ensina que devem ser colocados dois dedos de altura na areia. “Mas tem animal que não gosta de muita areia, tem uns que não entram por esse motivo, por isso é importante ir adaptando conforme a preferência do bicho”.

Dentro de casa, escolha um local que seja mais silencioso e tranquilo. O veterinário diz, inclusive, que as áreas de serviço não são locais ideais para deixar a caixa de areia, como muita gente pensa. O mesmo vale para locais de passagem, como corredores. E também distante de onde ele se alimenta..

Limpeza

A hora de limpar vai depender muito do substrato também. “O ideal é que se faça a troca semanalmente de todo o conteúdo. Lave, seque e depois preencha com areia nova. Mas tem uma variação de acordo com o tempo do substrato. Os microcristais de sílica, geralmente, usa-se um pacote por mês, então, de 15 em 15 dias é que vai trocar. Nos demais substratos, tire as fezes e urina, e uma vez por semana tire todo o conteúdo”, ensina o veterinário.

E, se tiver mais de um animal, vale a dica: isole as caixas. Pode até deixar uma caixa para cada gato junto, mas deixe longe dos cachorros, por exemplo, que podem ir lá fuçar ou até mesmo comer as fezes dos felinos. 

Sustentáveis

Recém-lançadas no mercado, as chamadas areias sustentáveis estão se tornando também boas opções aos tutores. De acordo com o Fernando Fernandes, diretor de marketing da Eco Cane, sua areia é totalmente natural. “São apenas dois ingredientes: bagaço de cana-de-açúcar e resíduo de mandioca”, diz ele.

O produto, afirma ele, é inédito no mundo. “Buscamos encontrar matérias-primas que fossem resíduos da agroindústria para oferecermos um produto realmente sustentável e que atendesse às demandas dos tutores de gatos: controle de odor, leveza, torrão firme que não desmanche e zero pó”, reforça.

Na hora de usar, o jeito é parecido. No entanto, Fernando diz que é preciso usar mais altura, cerca de 5 a 6 cm de produto na caixa porque o torrão é mais firme que os demais substratos. E, segundo ele, o preço não é tão diferente das demais. “Nosso produto é muito competitivo mesmo comparando com os produtos mais vendidos atualmente. Nosso pacote de 1,3kg tem uma durabilidade média de 30 dias para um gato médio”.

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