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Terça-feira

12 de Novembro de 2019

Codesp e Governo do Estado debatem ligação seca entre Santos e Guarujá

Governador de São Paulo já defendeu a construção de ponte; Codesp busca encontrar ponto de intersecção de interesses

O debate sobre a ligação seca entre as duas margens do Porto foi tema do terceiro painel desta terça-feira (25) do Porto & Mar - Seminário A Tribuna para o Desenvolvimento do Porto de Santos, realizado no Hotel Sheraton, em Santos.

Danilo de Morais Veras, diretor de Desenvolvimento de Negócios e Regulação da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), disse que as tratativas com representantes do Governo do Estado de São Paulo prosseguem.

Ele elogiou a equipe técnica da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). No entanto, entre túnel e ponte, o diretor defendeu que haja uma intersecção de interesses.

"Sabemos que 18 das 20 melhores estradas estão no Estado de São Paulo. Mas nós somos especialistas em porto. Há de se encontrar uma área de interseção de interesses", disse Danilo.

O diretor da Codesp também ressaltou que não se pode excluir da conversa as prefeituras das cidades afetadas pela obra de ligação seca. "A discussão é embrionária. O Porto não é Santos. Nós temos o lado de Guarujá. Se formos falar do solo do estuário, na questão do túnel, afeta também a cidade de Cubatão. Quando falamos de planejamento portuário, não estamos falando só de Santos. O Porto é Brasil", avaliou o representante da Docas. 

Paulo Oda, assessor da Secretaria Estadual de Logística e Transportes e presidente da Companhia Docas de São Sebastião, falou que o ponto principal é a ligação entre Santos e Guarujá, mas que a decisão entre ponte e túnel é uma "questão técnica" e que "vai depender de uma conjuntura".

"Importante é a decisão que já foi tomada de fazer a interligação. Ela deve resolver problemas locais e nacionais. Vai ter efeito na logística e, principalmente, no comércio exterior", analisou Paulo Oda. 

Sobre o túnel, o representante da Secretaria Estadual de Logística e Transportes disse que a decisão precisa ser amadurecida.

"O próprio governador já tomou uma posição clara que a ponte é a solução", relembrou Paulo.

"No entanto, nunca devemos ter só uma solução, porque corre o risco dessa solução não acontecer, como vinha sendo há muito tempo", emendou o assessor da pasta.

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