EDIÇÃO DIGITAL

Sexta-feira

22 de Novembro de 2019

Empresários apontam caminhos para crescer

Entre eles estão a segurança jurídica e econômica

A insegurança jurídica e a falta de estabilidade econômica têm se mostrado os maiores entraves para a retomada definitiva do setor da construção civil. Na Baixada Santista, empresários apontam que o cenário atual não permite um planejamento adequado de lançamentos imobiliários.

“Nós precisamos de estabilidade econômica e jurídica. As leis precisam se manter as mesmas por um período suficiente para todos aprendam a trabalhar com elas. Além disso, a economia precisa ter um crescimento sustentável, com pelo menos uma década de crescimento estável para que a gente possa planejar a empresa para o futuro”, afirma Gustavo Zagatto Fernandez, sócio-proprietário da Enzafer Empreendimentos Imobiliários.

Diretor da Icipar Empreendimentos e Participações, André Ursini concorda. “A gente vive uma crise econômica nacional e também vivemos um cenário de crise econômica regional. A gente tem que saber qual planejamento seguir para os próximos anos”, destaca. “(O seminário) é uma ótima oportunidade para reunir as cidades da Baixada Santista e discutirmos não só o mercado imobiliário, mas também o desenvolvimento econômico da região”, afirma Ursini, cuja empresa é responsável pelo projeto do Complexo Empresarial e Aeroportuário Andaraguá, em Praia Grande.

“Para Lupércio Conde, sócio-proprietário da Engeterpa Construções e Participações, muitas oportunidades já foram perdidas na região. “Estamos numa época de transição em que o governo não está colaborando com nossa entidade de classe na Baixada. A indústria toda havia se preparado para os investimentos da Petrobras e perdemos quando ela deixou de investir aqui. Hoje faltam grandes obras para alavancar a construção civil, que é a que gera mais empregos”.

“O órgão público deve ser a mola propulsora (da construção civil)”, concorda José da Costa Teixeira, proprietário do Grupo Macuco.

Para a coordenadora de Planejamento da Terracom, Sany Regina Martins, o bom desenvolvimento sempre depende de perspectivas e recursos, sejam estes públicos ou privados. “O País está ressurgindo de uma crise gerada por uma gestão ineficiente. Mas, como na maioria das vezes, a construção civil é o 'pontapé' inicial para esse crescimento, é de suma importância a aplicação de recursos do Governo, sejam estaduais ou federais, para projetos de desenvolvimento da infraestrutura local e incentivo fiscal para obras particulares. Desta maneira, gera-se maior empregabilidade de mão de obra local e, como é de conhecimento geral, um crescimento puxa o outro".

“Nada acontece sozinho. Se juntarmos as forças governamentais, da sociedade e da iniciativa privada, conseguiremos crescer com mais sustentabilidade e agilidade”, acredita o diretor do Grupo Mendes, Alex Mendes.

Reformas

Para o diretor da Engeplus Construtora e Incorporadora, Roberto Luiz Barroso Filho, a demora na votação das reformas pelo Congresso também tem atrapalho o setor.

“Nosso segmento depende de uma série de mudanças estruturais no nosso país. Não tem como nos desenvolvermos se alguma reformas não forem aprovadas, como a trabalhista, a previdenciária e a fiscal. O setor atua em conjunto com a economia do Brasil”, completa Barroso.

Tudo sobre: