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Sábado

16 de Novembro de 2019

Diretora Executiva da Agem cobra maior participação do setor

Raquel Chini pede que representantes da construção civil contribuam para as questões de mobilidade urbana

"A classe da construção civil tem que se manifestar. Vocês precisam sentar com o Poder Público e impor seu conhecimento. Porque vocês vivem o dia a dia". A frase é da diretora-executiva da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), Raquel Chini. Ela cobra do setor uma maior participação nas discussões sobre mobilidade urbana.

Raquel foi uma das palestrantes do painel "O quanto a mobilidade pode auxiliar a construção civil e o desenvolvimento regional", apresentado nesta terça-feira (22), no Seminário da Indústria da Construção Civil - Santos e Região, realizado no auditório do Grupo Tribuna, em Santos.

A diretora da Agem foi questionada sobre como o setor privado pode confiar nos projetos do Poder Público, uma vez que o governo muda de quatro em quatro anos.

Raquel Chini avaliou que o descompasso entre as eleições municipal e estadual, realizadas num espaço de dois anos, é prejudicial para a segurança da execução dos planos de mobilidade.

"Quando estamos no primeiro ano do municipal, o estadual está no terceiro, no pico das ações. Quando ele (governo municipal) vai engatar a segunda, é o último ano do governo estadual, que já está passando a régua para deixar tudo em ordem", comentou.

Ela defendeu o Plano Metropolitano de Mobilidade Urbana. "Nós estamos sempre aperfeiçoando o nosso plano, com o conhecimento das demandas de cada município", destacou.

Segundo ela, os municípios têm conversado melhor com os órgãos estaduais, evitando a sobreposição de obras como asfaltamento de vias e trabalhos da Sabesp.

Já Ricardo Correa, CEO na TC Urbes Arquitetura e Urbanismo, falou sobre o planejamento urbano para empreendimentos. Ele citou diversos projetos em que sua empresa já atuou.

Ricardo Correa avaliou que o Brasil é um país com um olhar urbano recente (Foto: Vanessa Rodrigues/AT)

Segundo ele, o trabalho visa quatro premissas: mais pessoas, menos carros, locais vibrantes e ambiente mais saudável.

"Você deve fazer da cidade um lugar, um ambiente de desejo. As pessoas devem desejar estar naquele lugar e percorrê-lo, seja a pé, seja de bicicleta. Um lugar agradável", comentou.

Correa avaliou que o Brasil é um país com um olhar urbano recente. "Estamos na primeira leva dos planos de mobilidade. Nada mais que a pressão da iniciativa privada para que (os planos) aconteçam. Se não, fica tudo a cargo do grande pai Estado para que isso aconteça, e não vai ocorrer", avaliou.

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