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Sábado

16 de Novembro de 2019

Postura para as piruetas que a vida dá

Oficina de Ballet da Unaerp, em Guarujá, forma meninos e meninas capazes de usar flexibilidade e equilíbrio de bailarinos no cotidiano

Postura, disciplina, dedicação. Mais do que dança ou esporte, o objetivo da Oficina de Ballet da Unaerp, em Guarujá, é formar meninos e meninas capazes de usar a flexibilidade e o equilíbrio de bailarinos no cotidiano. Assim, entre pliés e relevés, aprendem lições para o dia a dia e são treinados para saltos no palco e, também, na qualidade de vida.  

As aulas integram as ações do Núcleo de Projetos Sociais da instituição e, atualmente, atendem de graça cerca de 40 crianças entre 3 e 14 anos moradoras de Guarujá. 

“Além do balé, o núcleo tem 12 oficinas, entre Espanhol, Inglês e AutoCad. Essas oficinas acontecem desde 1999 e contam com o trabalho voluntário de alunos e professores de cursos da universidade”, explica Fabiana Regina Henriques, supervisora do Núcleo de projetos Sociais da Unaerp.  

Consciência  

Segundo Fabiana, o balé é um trabalho que envolve o desenvolvimento físico, mas leva em consideração, ainda, criatividade, consciência corporal e integração social das crianças e jovens, na maioria meninas. Porém, o que Fabiana faz questão de lembrar é que também há meninos inscritos.  

“É a consciência do próprio corpo e da imagem. Tem a questão do cuidado e da postura na dança e também nos relacionamentos interpessoais. Não é só uma questão física”, afirma.  

Desenvolvimento físico, criatividade, consciência corporal, integração social: tudo isso é o trabalho do balé (Foto: Alexsander Ferraz/ AT)

Interdisciplinar 

No caso da oficina de balé, os passos e coreografias são ensinados por uma bailarina e aluna do curso de Educação Física, supervisionada por um professor da área.  

Apesar disso, o atendimento recebe vez ou outra a colaboração do conhecimento de estudantes e docentes de outros cursos, como Fisioterapia, Enfermagem e Nutrição. 

“É também o nosso compromisso com a extensão universitária, a aplicação do conhecimento e de práticas junto à sociedade”, diz Fabiana.  

Cidadãos  

Durante as aulas, a execução de piruetas e giros vai se misturando a realizações de sonhos ou servindo de sustentação para a construção de cidadãos.  

No caso de Camille Santos Oliveira, de 8 anos, é a oportunidade de pôr em prática o que “ama”. “Amo minhas aulas de balé. Quando eu crescer, quero ser uma bailarina”, conta, mostrando alguns passos e ficando “na pontinha do pé”.  

Camille conta que a avó é sua maior incentivadora. “Vovó acreditou muito que eu ia conseguir. Eu não acreditava porque caía. Mas a vovó me ensinou que, para aprender, tem que cair.” Por isso, as aulas de balé da menina também realizam um pouco do sonho da avó.  

Não só Fernanda sorri: sua mãe, Lucia, também, pois vê benefícios (Foto: Alexsander Ferraz/ AT)

A mãe de Camille, Priscila Santos da Silva, diz que aos 3 anos a menina já dançava em frente ao espelho e que as aulas do Núcleo de Projetos Sociais foram uma grande oportunidade. 

O poder da dança no corpo e na sociedade  

Cleonice dos Santos Costa aposta no poder da dança como atividade física e de integração social. Ela se baseou na experiência do filho, que fez natação e futebol, para colocar a pequena Amanda, de 3 anos, no balé.  

“Ela gosta muito e, para o desenvolvimento dela, será ótimo. É importante tanto pela atividade física quanto para ter disciplina e aprender a conviver com os outros. E, sendo de graça, facilita muito a nossa oportunidade”, descreve.  

“Para mim, além de ela gostar, evita ficar muito tempo no celular ou brincando na rua. É uma forma saudável de desenvolver a criança”, conta Lucia dos Santos, mãe de Fernanda, de 5 anos.  

Perfil 

Núcleo de Projetos Sociais da Unaerp – Oficina de Ballet 

O que é?  

Aulas oferecidas gratuitamente para cerca de 40 crianças na faixa etária de 3 a 6 anos e de 7 a 14 anos da comunidade guarujaense. 

Onde é? 

Unaerp: Avenida Dom Pedro I, 3300, Balneário Cidade Atlântica, Guarujá

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