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Quarta-feira

20 de Novembro de 2019

Gandulas ajudam na dinâmica e são parte fundamental dos jogos do 60º A Tribuna de Tênis

Debaixo de sol ou de chuva, eles repõem as bolas, alteram os placares e auxiliam para que a competição funcione da melhor forma possível

Os gandulas são peças fundamentais em um jogo de tênis. São eles que auxiliam na dinâmica da partida exercendo a função de repor as bolas que constantemente fogem das delimitações da quadra. Para isso, é preciso estar muito atento a cada saque, a cada golpe e a cada detalhe do que acontece em uma match. E os boleiros do 60º A Tribuna de Tênis estão. 

Nesta segunda-feira (21), o vicentino Marco Antonio, de 19 anos, enfrentou um jogo de cerca de duas horas e meia de duração como gandula, no Tênis Clube de Santos. Estreando no principal torneio da modalidade na Baixada Santista, ele afirma não se incomodar com partidas longas e exaustivas. Exceto quando o sol e o calor estão intensos, o que faz todos os envolvidos no jogo cansarem mais fácil. 

Além de Marco Antonio, o santista Renan Mendes, de 17 anos, também encara uma sequência de confrontos como boleiro nesta segunda, no mesmo local. Ele, que chega, este ano, à sua quarta participação no principal torneio da modalidade na Baixada Santista, já está acostumado com jogos que demoram para acabar.

Estar na quadra de saibro, para Renan, é estar dentro do universo que ele admira. E não porque é fã de tênis. Ele confessa que gosta de assistir às partidas, mas não é de jogar. Porém, se diz apaixonado por esportes, motivo pelo qual quer se tornar jornalista esportivo, e, para tal, está estudando para o vestibular. Vestindo uma camisa do Chelsea, ele revela sua preferência quando o assunto é esse: o futebol aparece em primeiro lugar.

Apesar de não ser o mais novo entre os cinco boleiros entrevistados por A Tribuna On-Line, Renan é o mais experiente. É ele quem passa as instruções para os que estão chegando agora e não possuem familiaridade com a modalidade. Em uma salinha onde também fica a equipe de arbitragem, eles se concentram, trocam informações, como, por exemplo, sobre as regras de jogo, e jogam papo fora. 

Outro gandula que está trabalhando no A Tribuna de Tênis pela primeira vez é o Vinicius Andrade, de 18 anos. Assim como Renan, ele também é de Santos. Fã de carteirinha de surfe, ele conta que, vendo os jogadores em ação, ficou com vontade de aprender a jogar.

Vinicius, Renan e Marco Antônio são gandulas no 60º A Tribuna de Tênis (Foto: Nathalia Perez/AT)

"Foi o Renan quem me instruiu como funciona o placar, que é 0, 15, 30 e até chegar o game. E aí, seis games, fecha um set. E assim vai. Foi tranquilo. No primeiro jogo, eu fui só acompanhando. Aí no segundo eu fiz sozinho. O bom é que os próprios jogadores participam da contagem, então não tem muita dificuldade. Eles falam 'game' e eu altero o placar", descreve ele.

Já Marco Antonio não teve tempo de aprender na prática. Ele revela que foi "cru" para o primeiro jogo, no último sábado (19). "É inevitável errar. Mas aí a gente vai aprendendo com os erros, vai melhorando, melhorando, até não errar mais. To gostando".

Allann Fernando, de 17 anos, e Raphael Junqueira, de 22, também estão aprendendo como funciona um campeonato de tênis. É a primeira vez dos dois, que vêm de São Vicente para ajudar no andamento do torneio, no A Tribuna de Tênis. 

Não há um número exato de gandulas por dia de competição. No entanto, a tendência é que, aos finais de semana, haja mais boleiros, já que o número de partidas é maior aos sábados e domingos. Todos eles, porém, estão desempenhando um papel fundamental com seus reflexos, reposições rápidas e simpatia.

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