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Sábado

14 de Dezembro de 2019

Felipe Cunha sonha em ser profissional e conta como entrou no esporte

Autodidata, o jovem de 18 anos fez bonito no 60º A Tribuna de Tênis, mesmo sem nunca ter treinado com um técnico

Ao contrário da grande maioria dos competidores do 60º A Tribuna de Tênis, Felipe Cunha não foi ensinado a jogar tênis. Ele aprendeu sozinho, batendo bola no paredão. O desejo surgiu depois que ele começou a trabalhar como boleiro no Tênis Clube de Santos, em 2014. Na edição deste ano do principal torneio da modalidade na Baixada Santista, o jovem de 18 anos conseguiu um pódio: ficou em terceiro lugar na categoria 17/18 anos Masculino B.

"Eu via os jogos, ficava com vontade de jogar e acabei aprendendo. Foi na pura raça. Sempre sobrava um tempinho para bater bola. Eu também jogava com uns amigos meus em Praia Grande, ali no Portinho, onde tem quadra aberta. Aí lembro quando decidi me inscrever para o meu primeiro campeonato. Cheguei na semifinal", conta o tenista vicentino, que venceu Tiago Macia por W.O. em seu último jogo na competição.

Em 2015, ele foi campeão do A Tribuna de Tênis na categoria 13/14 anos Masculino B. De lá para cá, não se inscreveu mais no campeonato. Foi um mês de preparação para a 60ª edição. Apesar do bom resultado, sobretudo levando em consideração o fato de ser autodidata e treinar sozinho, Felipe diz que seu desempenho não foi do jeito que esperava.

"Não foi do jeito que eu queria. Me inscrevi no torneio sabendo que eu tinha chances de ser campeão, mas não foi do jeito que eu imaginei. Agora é treinar para no ano que vem chegar melhor", afirma.

Inspirado pelo suíço Roger Federer, ele sonha em ser profissional para deixar seu pai ainda mais feliz. Mas, antes disso, sonha com uma chance, para, um dia, chegar lá. "A dificuldade que eu tenho no tênis é a falta de oportunidade para treinar. Se eu tivesse, pegaria fácil. Gosto muito do esporte", revela o jovem.

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