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Quarta-feira

20 de Novembro de 2019

Bruno Puzzi volta às origens e disputará o 60º A Tribuna de Tênis

Santista volta a competir no torneio após 22 anos morando nos Estados Unidos

Após 22 anos vivendo nos Estados Unidos, chegou o momento de voltar para casa e rever os amigos. De preferência em quadra. E a ocasião não poderia ser melhor: o 60º A Tribuna de Tênis, torneio que o santista Bruno Puzzi conhece desde os tempos em que se destacava nas categorias infanto-juvenis. 

“Ganhei o A Tribuna umas três, quatro vezes. Era top 10 do Brasil nas categorias 12, 14, 16 e 18 anos, sempre jogando pelo Tênis Clube de Santos”, relembra Puzzi, de 40 anos, que retornou a Santos depois de morar mais de duas décadas em terras norte-americanas.

Aos 18 anos, ele recebeu convites de três universidades e optou pela de Lousiania, em Lafayette, onde estudou comunicação e defendeu a equipe na divisão 1 do tênis universitário. Após terminar o curso, ele teve proposta para trabalhar em uma academia de tênis de Nova Iorque. 

“Entrei como professor, passei a head pro (administrador de professores, técnicos e funcionários) e depois fui diretor da academia. Foram 13 anos”, conta Puzzi, que também teve experiência com grandes nomes do tênis feminino mundial.

Uma delas, em 2000, foi com a norte-americana Bethany Mattek. “Ela tinha 15 anos, era uma das promessas americanas. Fui rebatedor e auxiliar técnico dela”, recorda ele sobre a tenista que viria a se destacar anos mais tarde. 

Na mesma época, Venus e Serena Williams treinavam no mesmo local, em Boca Raton, na Flórida, e Puzzi teve contato com a dupla, também iniciante. “Era um local com mansões e quadras de tênis. As irmãs tinham casa lá e treinavam ao lado de onde a gente trabalhava com a Bethany. Foram três meses como ajudante e rebatedor”. 

Volta para casa 

Cumprida a missão nos Estados Unidos, Bruno colocou em prática outro projeto. “O plano sempre foi voltar e envelhecer na praia, voltar pra minha casa. Fui contratado pela Winner Team, escola do Tênis Clube de Santos, para ajudar a dirigir a equipe de competição”. 

A ideia é usar a sua bagagem para trabalhar com jovens tenistas. “Nos Estados Unidos as pessoas começam a jogar bem mais cedo, todo mundo joga. Sou apaixonado por dar aula pra crianças e gosto de formar atletas”. 

Retomando o ritmo santista, Bruno Puzzi também está pronto para voltar a jogar o A Tribuna. Uma tendinite no joelho, no entanto, o impediu de se inscrever na categoria especial. Mas ele estará em ação nas duplas. 

“Vou jogar com o meu ex-técnico, o Índio. É maravilhoso porque faz uns 23, 24 anos que não disputo o A Tribuna. Também vou trabalhar no torneio, fiz questão de ajudar”. 

Jogador da tradicional competição da Baixada Santista em uma época que só havia disputas na categoria infanto-juvenil, Bruno Puzzi não escondeu a satisfação com o crescimento do torneio. 

“Eu, que joguei tantos anos, fiquei feliz em ver agora o número de inscritos e de categorias. Muita gente jogando, é impressionante”, diz.

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