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Quarta-feira

26 de Junho de 2019

Quenianos querem nova dobradinha em Santos no 34º 10 KM Tribuna FM-Unilus

Com 20 mil inscritos, tradicional corrida de rua acontece no próximo domingo (19)

Presentes no lugar mais alto do pódio nos últimos 12 anos, os quenianos querem reeditar uma nova dobradinha no 34º 10 KM Tribuna FM-Unilus. A segunda maior corrida de rua do país está confirmada para o próximo domingo (19), em Santos, com 20 mil inscritos, atingindo o limite das vagas. Entre os favoritos, Nicolas Kiptoo Kosgei, que chega como o atual campeão da Volta da Pampulha e da Maratona de Curitiba, e Esther Chesang Kakuri, quarta na última São Silvestre, vitoriosa no XXII Troféu Cidade de São Paulo em janeiro e vice em Santos em 2016.

Até hoje, foram quatro dobradinhas de atletas do Quênia, a última em 2015. Os dois correm credenciados para tentar a nova façanha, mas terão pela frente outros africanos: Mejam Reginald Lucian, da Tânzania, Sendek Alelgn Amogne, da Etiópia e Philip Kiptoo, de Uganda. Os dois atletas do Quênia são treinados no Brasil pelo experiente Luiz Antonio dos Santos, que já venceu os 10 KM Tribuna FM-Unilus em 1994 e, hoje, comanda a equipe Luasa e sempre traz atletas da África.

No total, os quenianos já venceram em Santos 19 vezes, dez no feminino. A primeira participação do Quênia em Santos foi em 2000, com Willian Mysyoke, com o sexto lugar. Em 2001, Leah Kiprono “inaugurou” a sequência de títulos. De lá para lá, em outras 17 edições, somente em três anos, os atletas daquele país não estiveram entre os vencedores nos 10 KM Tribuna FM-Unilus, sendo que de 2007 até o ano passado, pelo menos um atleta do país foi o campeão.

Se somar os atletas do continente africano, esse domínio é ampliado para nada menos que 24 vitórias, uma delas com Maxwell Kortek Rotich, de Uganda, no ano passado, estabelecendo o novo recorde, em incríveis 27 minutos e 22 segundos para ratificar a fama da prova ser a mais rápida do país na distância. Já entre as mulheres, a melhor marca é queniana, com Paskalia Chepkorir Kipkoech, em 2012, com 30min57s.

Na história da corrida santista, três atletas africanos chegaram ao tricampeonato. O primeiro deles, o angolano João Ntyamba, que “puxou a fila” daquele continente com a sequência em 2000, 2001 e 2002. Depois, as quenianas Eunice Kirwa, em 2009, 2010 e 2011, e Nancy Kipron, em 2013, 2014 e 2015.

Largadas e kits

Com um percurso totalmente plano, ao nível do mar, em vias largas e grandes retas, a prova terá início na Rua João Pessoa, no Centro, e linha de chegada na Avenida Vicente de Carvalho, junto à Praça das Bandeiras, na Praia do Gonzaga, com os dois últimos quilômetros tendo a orla como cenário. A primeira largada será às 7h50, com cadeirantes competidores, cadeirantes com um condutor, deficientes físicos e visuais e o Pelotão da Igualdade.

A elite A feminina começa a correr às 7h58, enquanto que a elite A masculina, a elite B (homens e mulheres) e o Pelotão Premium, às 8h13. Dois minutos depois é a vez do primeiro pelotão amador. Na sequência, às 8h35, o segundo pelotão dos amadores, e fechando, 8h55, o terceiro pelotão de amadores, cadeirante com um ou múltiplos condutores e os caminhantes.

A entrega dos kits será feita de quinta-feira a sábado, na Academia Unilus, à rua 28 de setembro, 233, no bairro Macuco, em Santos, sendo que nos dois primeiros dias das 12h às 21h, e na véspera, das 9h às 18h. No local, os participantes também poderão doar tênis usados que serão destinados ao Fundo Social de Solidariedade de Santos para entrega a pessoas necessitadas.