EDIÇÃO DIGITAL

Sábado

20 de Julho de 2019

Brasileiros querem fazer frente aos africanos no 34º 10 KM Tribuna FM-Unilus

Olímpicos Tatiele de Carvalho e Altobeli da Silva são destaques do Brasil, que não tem 'dobradinha' na corrida desde 2003

Depois de 16 anos o Brasil pode voltar a ter uma ‘dobradinha’ no lugar mais alto do pódio no 34º 10 KM Tribuna FM-Unilus, a segunda maior corrida de rua do País, que será disputada neste domingo (19), em Santos, reunindo 20 mil inscritos. Essa é a expectativa de dois dos principais corredores do País e que já garantiram grandes resultados na prova, Tatiele Roberta de Carvalho, campeã em 2017, e Altobeli Santos da Silva, vice em 2017 e quarto no ano passado.

A última vez que dois brasileiros dividiram o lugar mais alto do pódio foi em 2003, com o primeiro dos seis títulos de Marilson Gomes dos Santos e a tetracampeã Ednalva Lauriano, a Pretinha. Neste ano, os dois atletas chegam confiantes para a festa verde e amarela. Representantes brasileiros na Olimpíada Rio 2016 e já em novo ciclo olímpico para Tóquio 2020, Tatiele e Altobeli não escondem as boas expectativas.

Atleta dos 10 mil metros na Olimpíada, Tatiele confia no retrospecto de ter quebrado a hegemonia africana, depois de oito vitórias seguidas. “A expectativa é bem legal. Vou correr como a última brasileira a vencer em Santos. Todas as meninas que estão na disputa têm o mesmo objetivo: vencer e eu sou uma delas”, diz. “Venho de bons resultados na pista e na rua e isso me deixa muito motivada a fazer uma grande prova, afinal de contas é corrida de 10 km mais rápida da América Latina e temos de aproveitar, pois é no nosso País”, destaca.

Ela lembra com carinho da vitória em 2017 e fala da importância de correr em Santos. “Nossa, era um sonho vencer os 10 KM Tribuna FM-Unilus e continua sendo vencer novamente. Que Deus possa me conceder essa felicidade mais uma vez. Essa é mais do que uma prova, é uma oportunidade de imagem, sem contar a organização, afinal são 20 mil pessoas correndo”, diz a atleta de 29 anos, que tem uma grande relação com a prova.

Sua estreia foi em 2009, ainda como uma promessa das corridas e surpreendeu com um oitavo lugar e logo em 2012 foi a quarta colocada. “Na primeira vez em Santos eu era uma ilustre desconhecida. Na verdade, cheguei pedindo autógrafos, pois parte daquelas que eu admirava estava ali. Foi sensacional chegar entre as top 10”, recorda a atleta, também citando a possibilidade de uma nova participação olímpica. “Estar uma vez nos Jogos Olímpicos é maravilhoso, agora duas vezes é fantástico e estou trabalhando duro todos os dias para ter essa honra novamente”,

Entre os homens, Altobeli tem uma missão ainda mais importante. Nos últimos 20 anos, só um brasileiro chegou no lugar mais alto do pódio, Marilson Gomes dos Santos, sendo a última conquista em 2011. “Espero chegar melhor do que os outros anos e possa brigar para ganhar a prova. Acredito que o Brasil pode brigar com os africanos”, crava o finalista dos 3 mil metros com obstáculos na Rio 2016, prova que ainda é seu foco, apesar de sempre se destacar nas ruas.

“Meu foco continua a pista. Na verdade, não estou treinando para correr 10 km, não dá tempo, pois a meta são os Jogos Pan-Americanos, Sul-Americano e Mundial, competições que podem me levar para os Jogos de Tóquio. Treino específico para rua só a partir de 2012, quando eu subir para correr provas mais longas como maratona”, revela.

Apesar de estar voltado para a pista, ele adianta que a preparação acaba ajudando nas corridas de rua. “Porque consigo fazer uma boa passagem na primeira metade da prova sem sofrer tanto, mesmo sem um treino específico para 10 km”, diz o atleta, elogiando a presença do grande público no percurso em Santos. “Motiva e contagia. Eu gosto muito e corro melhor quando tem torcida”, revela. 

Outro nome forte do Brasil, que pode fazer bonito, é Giovani dos Santos, que ano passado foi o terceiro colocado. Os rivais africanos está o casal de quenianos, Nicolas Kiptoo Kosgei e Esther Chesang Kakuri. O representante masculino corre como o atual campeão da Volta da Pampulha e da Maratona de Curitiba, enquanto no feminino, ela foi quarta na última São Silvestre, vitoriosa no XXII Troféu Cidade de São Paulo em janeiro e vice em Santos em 2016. Também aparecem como cotados Mejam Reginald Lucian, da Tânzania, Sendeku Alelgn Amogne, da Etiópia e Philip Kiptoo, de Uganda.

A prova terá a primeira largada às 7h50, com os cadeirantes competidores, cadeirantes com um condutor, deficientes físicos e visuais e o Pelotão da Igualdade. A elite A feminina começa a correr às 7h58; a elite A masculina, a elite B (homens e mulheres) e o Pelotão Premium, às 8h13; e os amadores às 8h15. Na sequência, às 8h35, o segundo pelotão dos amadores, e fechando, 8h55, o terceiro pelotão de amadores, cadeirantes com um ou múltiplos condutores e caminhantes.

KIT – A entrega dos kits dos atletas segue neste sábado, das 9 às 18 horas, na Academia Unilus, à Rua 28 de setembro, 233, no bairro do Macuco, em Santos. Os organizadores alertam que não serão entregues materiais no domingo, em hipótese alguma, com exceção das categorias especiais (cadeirantes com ou sem condutores que largam às 7h50 pela Rua Dom Pedro II, deficientes físicos e visuais).

Percurso mais rápido do Brasil ajuda a garantir marcas pessoais

Conhecido como a prova mais rápida do Brasil, propício a marcas pessoais, o 34º 10 KM Tribuna FM-Unilus tem um percurso totalmente plano, em vias largas, poucas curvas, ao nível do mar e tendo a orla da praia como cenário nos dois últimos quilômetros para os corredores terminarem a disputa em alto astral.

A largada é na Rua João Pessoa, no Centro. De lá, os atletas passam pelo Túnel, e logo depois completam o primeiro km. Depois, seguem pelas avenidas Rangel Pestana, Ana Costa (passando nos km 2 e 3), Francisco Glicério (onde o atleta chega ao km 4, na esquina com o Canal 3) e Afonso Pena, chegando à metade do trajeto, junto ao Canal 4.

A segunda metade da prova segue pela mesma via até o Canal 5, com os corredores e caminhantes alcançando os km 6 e 7. Ao entrarem na praia, terão os dois últimos quilômetros até a chegada. Dali em diante é só correr em até a Praça das Bandeiras, no Gonzaga, com um grande público vibrando e torcendo, sobretudo na reta final, do Canal 3 em diante.