Valéria Teixeira, Thaís Campregher, Vanessa Toledo, Enrique Cantagesso, Thaynara Moraes (Yara Tomei) Hoje, muita gente sai de casa procurando algo que vai além do produto: atendimento, identificação, sensação de pertencimento e experiências que façam sentido. Em um cenário onde praticamente tudo pode ser encontrado pela internet, o varejo físico precisou parar de disputar apenas preço para disputar presença, memória e conexão. E a conversa deixou claro desde o começo: produto sozinho já não sustenta mais uma marca. No episódio dessa semana, Vanessa Toledo e as tricoteiras Deborah Cunha, Thaynara Moraes, Thaís Campregher e Valéria Teixeira recebem o empresário e consultor em estratégia e varejo Enrique Cantagesso para uma conversa sobre comportamento de consumo, empreendedorismo, atendimento, experiências e os desafios de criar marcas relevantes em um mercado cada vez mais exigente. O consumidor continua comprando. Mas agora ele quer sentir Para Enrique Cantagesso, o varejo físico não morreu. O que morreu foi a ideia de que bastava abrir uma loja e esperar as pessoas consumirem. Segundo ele, as lojas passaram a funcionar como espaços de experiência. Lugares onde o consumidor quer conversar, testar, viver algo diferente e sentir que está sendo percebido. Isso aparece quando ele fala sobre o conceito de “curadoria” no atendimento. Mais do que empurrar produtos, o consumidor espera alguém que entenda o que ele procura, faça perguntas e entregue algo mais personalizado. A própria Thaynara Moraes comenta que, mesmo sendo extremamente conectada ao digital, existem marcas que ela prefere visitar presencialmente justamente pela experiência oferecida. “No fim, a lógica mudou: o produto pode até atrair alguém pela primeira vez, mas é a experiência que define se aquela pessoa volta.” Atendimento ruim ficou ainda mais difícil de tolerar O consumidor atual está mais seletivo, mais crítico e muito menos paciente. Hoje, as pessoas querem praticidade, otimização de tempo e qualidade no atendimento. E isso vale para qualquer área. E foi justamente falando sobre exigência e experiência que Vanessa Toledo disse uma frase que resume bem o consumidor atual: “Se eu vou sair da minha casa para ir a uma loja comprar algo, eu não vou ser bem atendida? Não faz sentido.” Thaís Campregher relembra uma paciente que voltou a procurá-la depois de mais de 20 anos justamente porque nunca esqueceu a forma como foi atendida. A história reforça algo que muita gente ainda lembra depois de anos: pessoas não esquecem como foram tratadas. Ah, e isso vale tanto para experiências positivas quanto negativas. Thaynara comentou que, quando encontra um lugar onde é bem atendida, faz questão de indicar para outras pessoas. Mas também deixa claro que atendimento ruim dificilmente ganha uma segunda chance. Em um mercado cheio de opções, o consumidor não permanece onde se sente mal recebido. Tecnologia ajuda. Mas não salva o básico mal feito A inteligência artificial também entra na conversa quando o assunto é comportamento de consumo e estratégias de varejo. Valéria Teixeira falou sobre a tecnologia poder ajudar empresas a entender padrões, melhorar processos e criar experiências mais inteligentes para os clientes. Mas inovação sozinha não resolve tudo. Não adianta investir em inteligência artificial, automação ou tecnologia se o básico ainda falha: atendimento ruim, ambiente desorganizado, equipe despreparada e experiências que não geram conexão. Para Enrique, marcas memoráveis quase sempre acertam justamente aquilo que muita empresa ignora: detalhe, presença e consistência. Enrique Cantagesso (Yara Tomei) Existe um público consumindo muito… e ainda pouco enxergado Em meio às discussões sobre consumo e comportamento, Enrique também chamou atenção para um público que ainda recebe pouca atenção do mercado: mulheres acima dos 45 anos. Segundo ele, existe um público economicamente ativo, exigente e com forte poder de consumo que ainda recebe pouca atenção do mercado. Mulheres que já passaram pela fase de criar filhos, possuem mais autonomia financeira e buscam experiências que façam sentido para a própria vida. O tema gerou identificação entre as tricoteiras, principalmente quando entraram assuntos como pertencimento, seletividade e a busca por ambientes mais acolhedores e menos superficiais. Mais do que consumo, a conversa foi sobre comportamento, relações e pela necessidade de conexão que muita gente tenta encontrar hoje fora do ambiente digital. Marcas memoráveis quase sempre acertam nos detalhes Enrique também compartilhou algumas ações simples que ajudaram a criar conexão com os clientes: distribuição de rosas no Dia das Mães, experiências sensoriais dentro da loja e pequenas estratégias voltadas para acolhimento e memória afetiva. Nada extremamente grandioso. Mas tudo pensado para fazer alguém se sentir visto. E uma das frases que melhor resumiu o programa veio justamente dele: “As pessoas ficam pelos detalhes e vão embora pela falta deles.” Pra guardar na caixinha Produto virou comum. Experiência virou diferencial. O consumidor de hoje quer praticidade, mas também quer conexão. Tecnologia ajuda, otimiza e potencializa. Mas atendimento ainda é humano. E quase sempre são os detalhes que definem quais marcas permanecem… e quais viram apenas mais uma opção. Valéria Teixeira, Thaís Campregher, Vanessa Toledo, Enrique Cantagesso, Thaynara Moraes (Yara Tomei) Onde assistir Esse e outros episódios do Tricotáh estão disponíveis no YouTube. Link do youtube: https://youtu.be/z5hWCe081XM?si=xBeZSYFuIpmW5ymc