Trecho de Mata Atlântica em Cubatão: plataforma oferece dados atualizados sobre biodiversidade (Luigi Bongiovanni/AT/Arquivo) O acesso a dados ambientais estratégicos do Estado de São Paulo ganhou um importante aliado. Foi lançada a plataforma Monitora Bio SP, que busca aproximar projetos de conservação ambiental do interesse da iniciativa privada. Ela pode ser acessada pelo link plataforma.fflorestal.sp.gov.br. Desenvolvida pela Fundação Florestal, ligada à Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Infraestrutrura (Semil), a ferramenta reúne informações sobre biodiversidade, vegetação, recursos hídricos e áreas passíveis de restauração em todas as unidades de conservação estaduais. “A plataforma Monitora Bio SP surge como uma ferramenta inovadora para empresas que querem investir em conservação, alinhada a agenda ESG. Ela traz dados atuais de biodiversidade, desmatamento, áreas prioritária a serem restauradas e preservadas e até estoque de carbono em ecossistemas”, afirma a professora do Ensino Médio e Tecnico em Meio Ambiente Luana Santos de Souza. Ela ressalta a importância de ter dados para rastreio de cadeias produtivas e podem fomentar certificados ambientais relacionados a biodiversidade do Estado de São Paulo. “Também podem direcionar recursos às áreas prioritária à restauração e relevância ecológica, a plataforma e de extrema relevância as pesquisas da biodiversidade paulista e a criação e fomento de políticas públicas ambientais”, explica. O sistema concentra mais de 30 mil registros de espécies da fauna e flora presentes em áreas protegidas paulistas, incluindo regiões de Mata Atlântica e cerrado. Entre os dados disponíveis, estão mapeamentos de aproximadamente 20 mil hectares considerados com potencial para recuperação ambiental. Georreferenciamento A plataforma funciona por meio de tecnologia de georreferenciamento e cruza imagens de satélite com informações coletadas em campo. O monitoramento permite identificar alterações na vegetação, apontar causas de desmatamento e acompanhar a evolução de áreas degradadas ou restauradas. Também foram incorporados indicadores sobre estoques de carbono, especialmente em manguezais, ecossistemas considerados fundamentais na retenção de gases de efeito estufa. O banco de informações vem sendo utilizado, por exemplo, na elaboração de planos de manejo de parques estaduais.