Tribuna do Leitor - 8 de novembro de 2020

Participações de Edilson Mendonça de Brito, Karina dos S. Marques, Obed Zelinschi de Arruda, João Horácio Caramez e Urial Villas Boas

Aprendizado

Ao longo da história, grandes lições foram deixadas pelas pandemias, quer no aspecto humano, quer no científico. Espero que a pandemia pela qual estamos passando nos torne seres humanos ainda melhores. Espero que quando tudo isso passar, as autoridades continuem incentivando e orientando a população sobre hábitos de higiene individual e coletiva. Espero que os pontos de ônibus, bem como os veículos de transporte urbano, continuem sendo higienizados e sanitizados. Espero que os containers públicos para destinação de lixo sejam também higienizados periodicamente. Espero que nossas autoridades não desinformem a população, transmitindo meias-verdades. Já escrevi sobre isto nesta coluna. Mas, apesar da pandemia ainda nos afligir de forma assustadora, as medidas preventivas, em sua maioria, já foram abandonadas. No hemisfério norte já se constata uma segunda onda de contágios e as autoridades tomam medidas restritivas muito sérias para tentar conter sua disseminação. Por aqui, deveríamos nos preparar para uma eventual segunda onda, mas o que vemos é um "liberou geral", incentivado pelo comportamento de algumas autoridades. Ainda assim, creio que venceremos esta etapa de aprendizado e, em breve, teremos um mundo melhor.

EDILSON MENDONÇA DE BRITO - SANTOS

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Vídeo postado

Em relação a audiência de Mariana Ferrer, independente da sentença dada pelo juiz, o vídeo postado nas redes sociais traz enorme preocupação. A maioria das vítimas de estupro já não costuma denunciar o crime por medo de ser julgada negativamente. Agora, com o vídeo dessa audiência, onde o advogado trata Mariana daquela forma, a vítima pensará "Para que vou denunciar se o Judiciário me tratará assim?". É bem provável que aumente o número de vítimas de estupro que não denunciem o crime. Que Deus guarde as mulheres!

KARINA DOS S. MARQUES - GUARUJÁ

Cosmopolita

"Santos poema, jardins pela praia/ Cidade e porto de mar/ Tens a magia de barcos estranhos/ Na barra esperando adentrar". Estes versos fazem parte do hino oficial de Santos. Seus autores são Ernesto e Antonio Bruno Zwarg. É assim que vejo Santos, uma cidade cosmopolita, com vários teatros, cinemas, restaurantes, hotéis e o nosso glorioso alvinegro praiano. No centro velho, temos a Igreja do Valongo, o Museu Pelé, a Casa da Frontaria Azulejada e o querido bonde. Estes locais atraem investimentos para a cidade, sendo palco de novelas e seriados de época. No enfrentamento da pandemia, foi montado um complexo hospitalar que atendeu aos munícipes de toda a Baixada Santista. Temos problemas e estamos enfrentando. Nada é divino e maravilhoso, mas contamos com administradores comprometidos com a população. Negacionismo, jamais.

OBED ZELINSCHI DE ARRUDA - SANTOS

Simbolismo

No antigo Egito, INRI foi um mantra utilizado secretamente. Também foi muito utilizado pelos judeus, antes mesmo da crucificação de Jesus Cristo, durante a realização de alguns rituais. INRI é o acrônimo da frase em latim: Lesus Nazaremus, Rex Ludaeorum, cuja tradução é Jesus Nazareno, Rei dos Judeus. Na tradição alquímico, são as iniciais de "Igni Natura Renovatur Integra" que se traduz por "a natureza é completamente renovada pelo fogo". Relacionando, portanto, essa abreviatura com o simbolismo da ressurreição ou da renovação espiritual. "Para se levantar das próprias cinzas, a Fênix deve primeiro ser queimada" (Octávia E. Butler).

JOÃO HORÁCIO CARAMEZ - SANTOS

Medidas adequadas

A Saúde precisa de ações preventivas, com planejamento de especialistas e investimentos. O Executivo precisa disponibilizar as verbas necessárias. Mas o que vemos atualmente são determinações descabidas. Sem levar a pandemia, veio um decreto para que a área econômica avalie a possibilidade de privatização dos planos do SUS. Sob pressão, esse decreto foi revogado. Mais do que nunca se faz necessário envolver especialistas, para determinar as medidas adequadas, sem caracterização oportunista. Com a Saúde não há improviso, a prevenção é mais importante.

URIEL VILLAS BOAS - SANTOS

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