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Domingo

9 de Agosto de 2020

Tribuna do Leitor - 29 de julho de 2020

Na edição desta quarta-feira (29), participações de Caleb Soares, Uriel Villas Boas, Wagner Fernandes Guardia, Edison José de Aguiar e Patrick Georges

Trânsito violento

Esta coluna publicou dia 23 último protestos de Luiz Vinagre e de Maria Rosa de Nóbrega Soares sobre danos ao sossego público e à saúde das pessoas causados altas horas da noite pelo barulho ensurdecedor de motocicletas. Realmente, os limites de ruído são definidos por lei. Nas Zonas residenciais, são de 50 decibéis, entre 07 e 22 horas; das 22 às 7 horas, o limite cai para 45 decibéis. Nas Zonas mistas, das 07 às 22 horas, entre 55 e 65 decibéis (dependendo da região); das 22 às 07 horas, varia entre 45 e 55 decibéis. A meu ver, porém, como já registrei recentemente neste espaço, a maior ameaça contra a vida está na absurda velocidade causada por motoqueiros irresponsáveis. Além disso, bicicletas transitam na contramão e pelas calçadas, e pedestres arriscam-se por disputarem com outros veículos espaços e alta velocidade. Por último, ausência total de guardas de trânsito, a não ser em momentos e locais raros. Com a palavra as autoridades. 
Caleb Soares - Santos

Ricos e pobres

A divulgação de que bilionários brasileiros ficaram 34 bilhões de dólares mais ricos, caracterizando que efetivamente passaram imunes à pandemia, é uma situação que merece uma reflexão. Levando em consideração a pesquisa do IBGE constatando que metade dos brasileiros vive com menos de 15 reais por dia, que atitude poderia ser implementada para que esse quadro fosse diferente? Estamos vivenciando um momento por demais dramático e as ações de milhares de voluntários ajudam a sobrevivência de muita gente em cidades as mais diferentes. Sem levar em consideração os aspectos ideológicos, por que não se avalia uma forma de estipular uma contribuição diferenciada para quem tem mais dinheiro à sua disposição? É uma forma de diminuir inclusive os riscos de criminalidade.
Uriel Villas Boas - Santos

Partidas 

São partidas de tantas pessoas consideradas boas, seja por suas ações ou mesmo por consideração daqueles que eram próximas a elas, que me levam a pensar que Deus está usando a pandemia como meio de selecionar com maior agilidade algumas boas almas para ajudá-lo em um trabalho maior lá em cima. Dias atrás foi o "senhor" José Paulo de Andrade. Agora foi o "jovem" Rodrigo Rodrigues. E ambos estavam tomando os devidos cuidados. Mesmo que quando chega a nossa hora não tem jeito, que fique o alerta a todos para que se cuidem e, principalmente, respeitem a vida do próximo. Você pode não ser acometido pela doença. Mas alguém que você ama pode. Se você quer que o mundo ainda tenha boas pessoas, proteja o próximo.
Wagner Fernandes Guardia - São Vicente

A igreja não fecha

Quem é um verdadeiro cristão, que lê a Bíblia Sagrada com discernimento e interesse e não fica simplesmente verbalizando clichês evangélicos desconexos, sabe muito bem que a igreja nunca fecha, o que fecha são os templos, na medida em que a igreja são as pessoas que a formam, não os tijolos dos templos. Neste momento em que vivemos um desastre sanitário em que todos, cristãos ou não, estão sob às normas da legislação civil de controle, templos devem fechar e as aglomerações evitadas. Quer orar na pandemia? Ótimo, faz muito bem, mas ore em casa protegido. Quem desobedece isso é um ignorante e em alguns casos um oportunista.
Edison José de Aguiar - Cubatão

Amigo do rei

Pessoas como o Dario, vencedor do programa Mestre do Sabor, e o Zé do Coco, são profissionais dignos de aplausos pela excelência que desenvolvem seus trabalhos na cidade. Mas me paira uma dúvida. Qual foi o critério utilizado pela Prefeitura de Santos para concessão do espaço público no quiosque recém-inaugurado e do novo restaurante no Mercado de Peixe? Gostaria de saber se foi estabelecido de acordo com os princípios constitucionais que regem a Administração Pública ou se foi utilizado o princípio “amigo do Rei”. Com a palavra, a Prefeitura de Santos.
Patrick Georges - Santos

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