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Sábado

8 de Agosto de 2020

Tribuna do Leitor - 28 de julho de 2020

Na edição desta terça-feira (28), participações de Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Santos, João Alfredo Cunha e José Roberto Batista Marins

Quebra-mar

Em resposta à carta do sr. Henrique M.C. Cruz, a Prefeitura de Santos informa que as medidas restritivas na praia visam proteger a população da covid-19. Conforme informado desde o início da pandemia, o avanço ou retrocesso da flexibilização na Cidade depende dos indicadores analisados pelo Governo do Estado, que hoje classifica Santos e região na fase 3 (amarela) do Plano São Paulo. Sobre a obra citada pelo leitor, a Prefeitura esclarece que o projeto Novo Quebra-Mar, no Emissário Submarino, é fruto de compensação aprovada no Estudo Prévio de Impacto de Vizinhança (EIV) para a instalação da Unidade de Recuperação de Energia (URE), um projeto que ainda depende de autorizações para ser concretizado em terreno particular, na Área Continental. Ou seja, as obras do Novo Quebra-Mar não advêm de licitação. Tratam-se de compensações exigidas na Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos), que desde 2018 garante ao Município a possibilidade de receber investimentos e obras em troca da autorização para alteração e/ou uso de terrenos. Já as obras executadas pelo Grupo Mendes na Ponta da Praia também são compensações exigidas pela Luos. Por fim, tanto as obras da Nova Ponta da Praia como do Novo Quebra-Mar são custeadas pela iniciativa privada (custo zero aos cofres municipais).
Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Santos

Perigo no Itararé

No domingo 19/07, na orla da Praia do Itararé, um piloto de paramotor, ao iniciar teste de motor com seu equipamento no solo sem obedecer regras mínimas de segurança, quase teve amputado seu braço direito. Socorrido no ato por uma médica que por ali passava, foi encaminhado ao hospital para receber os primeiros socorros. A cena chamou minha atenção e das pessoas que estavam próximas, especialmente porque o episódio ocorreu a poucos metros da ciclovia e da calçada onde circulam centenas de pedestres, ciclistas e banhistas, muitas delas crianças. Buscando na internet informações sobre a legalidade dessa prática esportiva, me deparei com o Regulamento Brasileiro de Aviação Civil – RBAC 103, que proíbe expressamente tal prática em áreas densamente povoadas, próxima de aglomeração de pessoas e de modo que ofereça risco. O hélice do paramotor fica permanentemente exposto, oferecendo risco iminente diante da forte rotação e potência do motor. O piloto não morreu na hora por milagre, pois quando atingiu seu braço e sua mão direita, o hélice se partiu em muitos pedaços que foram projetados em direções diversas e por sorte não atingiram nenhum inocente. O que me revolta como morador da orla da Praia de São Vicente é que nesse ano de 2020 outros episódios parecidos já ocorreram e a Prefeitura, ao que parece, nada vez para fiscalizar a correta utilização da área por pedestres e banhistas. É necessário que a Prefeitura adote providências imediatas para proibir a prática do paramotor em São Vicente antes que algum inocente se machuque. 
João Alfredo Cunha - São Vicente

Perda na Radiologia

A radiologia brasileira perde um dos seus maiores expoentes, o professor Dr. Rubens Marcondes Pereira. Nascido em 1929, estudou na Faculdade de Medicina da USP e fez residência no Buffalo General Hospital, voltando ao Brasil em 1961. Fundador do serviço de radiologia da Unicamp, foi um dos pioneiros da radiologia pediátrica e no ensino da radiologia no Brasil, formando mais de 350 residentes, alguns trabalhando em Santos como eu. Em 1974 instalou o primeiro mamógrafo na Unicamp e, juntamente com o serviço de ginecologia do professor. José A. Pinotti e de anatomia patológica, desenvolveu um grande trabalho na radiologia mamária que se iniciava. Testemunhei como residente encarregado do serviço de mamografia em 1974 e 1975. Foi pioneiro em Campinas na tomografia computadorizada e ressonância magnética. Presidente do Colégio Brasileiro de Radiologia de 1973 a 1975 com um grande desempenho na gestão administrativa e científica. Faleceu em Campinas aos 91 anos deixando um grande legado na radiologia brasileira e para todos nós radiologistas.
José Roberto Batista Marins - Santos

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