Tribuna do Leitor - 27 de dezembro de 2020

Participaram desta edição Nélson Machado, Arnaldo Luiz Correa, Graziela Flauzino, Fernando Martins Braga e Gregório José

Encenações ruins

A gente sabe que a aplicação da lei municipal em Santos, que determina encerramento de bares à meia-noite, infelizmente, tem se mostrado um teatro mal encenado. Os donos de bares interpretam o papel de cumpridores da lei e os fiscais interpretam o papel de observadores atentos a isso. Mas, na realidade, sabe-se que as encenações são ruins. De real e verdadeiro só mesmo a penalização dos vizinhos. É o que está acontecendo com um bar recém-chegado no Gonzaga, na Rua Alagoas esquina com R. Euclides da Cunha. O bar pintou a calçada de amarelo, ou seja, privatizou uma área pública como se fosse extensão particular. E ao ocupar a calçada, as mesas foram espalhadas de tal forma que, praticamente, inviabilizou o trânsito de pedestres e de cadeirantes. O pior é que a atividade do bar não se encerra à meia-noite, como determina a lei. Vai madrugada adentro, em desrespeito total às regras de convivência. Além disso, comercialmente falando, seria extrema falta de inteligência transformar os moradores dos prédios ao lado em inimigos. Nos prédios vizinhos há centenas de idosos, de pessoas doentes e de adultos e jovens saudáveis e produtivos, que precisam levantar cedo para estudar ou trabalhar. Se o bar souber ser civilizado, estaremos em paz. Se optar pelo conflito, então, teremos de judicializar. Espero que não seja o caso. 

Nélson Machado - Santos

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Piadas reais

Sérgio Porto era um jornalista, escritor, radialista e humorista carioca, ex-funcionário do Banco do Brasil, que usava o pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta. Era um gozador de primeira linha e escrevia crônicas, críticas e piadas reais nos jornais cariocas nos anos de 1960. Entre suas publicações de sucesso, na época, está o FEBEAPÁ (Festival de Besteiras que assola o País), em que relatava as bobagens perpetradas pelo regime militar com fino humor. Não tivesse morrido aos 45 anos, em 1966, Porto teria sido enjaulado pela ditadura militar. Hoje, com a quantidade de asneiras emanadas do Planalto, Stanislaw seria, certamente, um best seller. 

Arnaldo Luiz Correa - Santos

Curso de libras

Tive o prazer de participar do curso online de libras, ministrado pela professora Thais Lorenzo e desenvolvido na Escola do Legislativo e Cidadania de Santos. Quero deixar aqui minha eterna gratidão a todos que se envolveram com esse projeto, com capacidade e atenção.

Graziela Flauzino - São Vicente

Ponte ou túnel 

É evidente que o túnel submarino seria mais interessante, desde que já previsse uma linha férrea que, em futuro bem próximo, será necessária tanto para a habitação, como para todo tipo de comércio, indústria e retroporto, uma vez que a ocupação da área continental será imensa. Essa linha férrea poderia interligaria toda a área metropolitana norte com o sul da nossa região litorânea, de Registro a São Sebastião. Já, a ponte poderia ser mais um obstáculo, não só para o porto, como para o aeroporto metropolitano de Guarujá. 

Fernando Martins Braga - Santos

Venda de animais 

Há anos, escutamos relatos e notícias de possíveis de vendas de animais silvestres e em extinção em alguns lugares no mundo. Muitas dessas vendas são consideradas legais e os animais expostos. Alguns proprietários maltratam esses animais, em busca de riqueza e dinheiro fácil. Nem sempre, quem vende é quem cria. Alguns chegam aos locais de venda totalmente desnutridos e sedentos. Outros, chegam em estado deplorável e, não tendo mais serventia, acabam abandonados, sacrificados, jogados no lixo ou soltos nas ruas. Plataformas de vendas de animais oferecem cães a preços que chegam a R$ 8.000,00 como se fossem meras coisas. Estudos mostram que 90% dessas vendas são de canis clandestinos. Algumas dessas empresas sequer sabem que os animais foram criados de maneira irregular ou que foram furtados. Assim, acabam agindo em favor dos exploradores e são coniventes, ofertando espaço em suas plataformas, para que esses criminosos continuem explorando os animais de forma cruel. Toda vida importa. Toda vida merece respeito. Cães, gatos, hamsters e outras espécies vendidas merecem respeito e devem ser tratados como vidas e não como coisas.

Gregório José - Santos

 

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