Tribuna do Leitor - 24 de maio de 2020

Na edição deste domingo (24), participações de Josemilton de S. e Silva -Santos, Sergio Fang, Uriel Villas Boas e Orlando Machado

Pandemia minimizada

Até quando, iremos conviver em confinamento social e com a política imunda praticada pelo chefe da nossa nação? Está cada vez mais difícil ver e ouvir, quase todos os dias, o senhor presidente, os senhores ministros e secretários tentando nos fazer acreditar que tudo vai bem com a Saúde no Brasil, que tudo está sob controle. Parece que acham bonito os noticiários indicarem que batemos o recorde de outros países em número de mortos e de infectados. Enquanto o senhor presidente, Jair Bolsonaro, procura dar mais atenção às possíveis investigações de casos contra seus filhos, tomamos conhecimento de que os nossos vizinhos, Argentina e Paraguai, mostram menores números de infectados e de óbitos. Mesmo sendo o Brasil um país de dimensão continental, poderíamos ter resultados bem melhores em relação à Covid-19, se houvesse por parte de nossas autoridades menos intenção de sempre minimizar esta pandemia, que, realmente, parece estar fora de controle.
Josemilton de S. e Silva -Santos

Atitude acertada

Solange Freitas merece meu profundo apreço. Desejo que ela tenha sucesso na nova carreira pois vejo na sua opção de se candidatar a chefe do Executivo vicentino a certeza de que sua experiência de tantos anos nas apurações e investigações, na apresentação de notícias, reportagens e entrevistas, vai evidenciar seu conhecimento das ruas. Esse será o seu diferencial em relação aos demais concorrentes à prefeitura de São Vicente, uma cidade que ainda carece de muitas necessidades básicas. A preocupação com notícias falsas da imprensa marrom, que serão lançadas contra ela, faz parte do contexto. Mas não ela não deve desistir jamais, porque é uma guerreira além de tudo. Estaremos ao seu lado para desmentir essas notícias, porque você sempre esteve do lado da verdade, tanto na chuva, como no sol. A comunidade da Baixada Santista busca por outras lideranças, para trazer esperança de uma vida melhor e mais justa. 
Sergio Fang - Santos

Preocupação maior

A demissão do ministro da Saúde com menos de um mês de atividade é preocupante. A exoneração solicitada por ele tem como base o desrespeito do presidente Bolsonaro, que exige do ocupante do cargo a implementação de medidas impostas por ele. Ou seja, num momento em que a população brasileira vivencia o drama da perda de vidas provocadas por um vírus, para o qual ainda não foi encontrado o medicamento adequado, o Governo Federal não aceita os mecanismos propostos por especialistas da área da Saúde em nível mundial. A pergunta que fazemos é qual será o posicionamento de quem for indicado? Como ele vai se posicionar, vai se limitar a assinar as determinações governamentais? Em que ponto chegamos, num momento em que organizações internacionais mostram extrema preocupação com a possibilidade de aumento da contaminação e com o risco de perdas de vida. A questão principal é a saúde e não, o interesse eleitoreiro de quem ocupa o cargo maior da República.
Uriel Villas Boas - Santos

Dificuldade da quarentena

Obedecer às leis não é o forte de nosso povo, certamente. Ainda mais quando incomoda muito manter esta quarentena, embora ela seja extremamente necessária no combater à Covid-19. Ninguém gosta de ficar em "prisão domiciliar", principalmente sem ter cometido nenhum ilícito. Mesmo estando junto de familiares e cercado de uma parafernália de aparelhos eletrônicos, a rotina do trabalho, o convívio com outras pessoas e, até a cervejinha do fim de semana com amigos, são insubstituíveis. Por outro lado, se transportarmos nosso pensamento para o longínquo ano de 1918, veremos que somos privilegiados em relação ao que foi vivido por seus antepassados, atingidos pela gripe espanhola. Além da ferocidade do vírus, que matou milhares de pessoas, o mundo também enfrentava a Primeira Guerra Mundial. As pessoas, trancadas em casa, tinham como única informação as notícias estampadas nos jornais. Imagine o quanto seria pior uma quarentena, sem celular, televisão e internet.
Orlando Machado - Santos

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