EDIÇÃO DIGITAL

Quarta-feira

5 de Agosto de 2020

Tribuna do Leitor - 24 de julho de 2020

Na edição desta sexta-feira (24), participações de Márcio Simões da Silva,João Horácio Caramez, Josemilton De S. e Silva, ONG dos Amigos de Santos e J.A. Nogueira de Sá

E a juventude negra?

É admirável, no Direito, a fleuma que inunda a alma do bacharel, malgrado o vigor da procela. O ilustre senhor Cremoneze, em artigo de sóbria retórica, solicita-nos benévola empatia diante de eventuais situações feias, infelizes ou ‘apenas’ constrangedoras, protagonizadas por pessoas ‘boas e honradas’. Aparentemente, o texto se refere ao caso do magistrado paulista ocorrido em nossa costa. Não posso deixar de pleitear junto ao advogado a mesma diligência oratória noutros instantes, estes deveras infelizes e feíssimos, embora não tão raros nem só constrangedores, quando cidadãos, não menos ilibados, padecem pela violência. Especialmente a juventude negra periférica. Principalmente porque contra tais jovens são abundantes as ‘situações estranhas e desgostosas’.
Márcio Simões da Silva - São Vicente

A morte

A morte é uma benção que Deus nos deixou. Morre rico, morre pobre, morre branco, morre negro, morre magro, morre gordo e morre até “desembargador”. A morte não é nada para nós, pois, quando existe morte, não existimos mais. Invista seu dinheiro em tatuagens. Afinal, é a única coisa que levamos para o caixão.
Se Jesus ligar. Não atenda !
João Horácio Caramez - Santos

Drogas apreendidas

Toda vez que leio neste jornal sobre as apreensões de drogas nos portos de Santos, com destino aos portos internacionais, vêm à minha mente algumas perguntas: Será que nos dias de hoje, não há mais “serviços de inteligência, principalmente no Brasil, que nos tempos da 'ditadura', eles descobriam onde estavam os inimigos do poder, por mais que se escondessem? Será que os sistemas de inteligências estão falidos, que não conseguem localizar nenhuma fábrica desta droga, que produzem em larga escala? Será que os “ministérios das agriculturas”, de vários países produtores da 'coca', não conseguem, com aviões, helicópteros, drones, etc, localizar as vastas plantações desta erva? E os produtores das químicas, como o éter; como fazem para justificar as vendas de suas produções, em larga escala, para a receita Federal de seus países? Penso eu que para ser feita uma tonelada de cocaína é necessária uma vasta colheita de folhas de coca, milhares de litros de éter, muitos funcionários, técnicos e até engenheiros químicos para a confecção em grande escala, desta droga. Então; será que estão fechando os olhos, ou será que não há gente competente para se chegar nestas fábricas?
Josemilton De S. e Silva - Guarujá

Desembargador 1

Diante do noticiário do desrespeito ao competente trabalho da Guarda Municipal de Santos, onde um de seus servidores, ao agir de acordo com a lei, foi desrespeitado e ofendido e teve sua multa rasgada, temos que nos unir para que atos como estes jamais voltem a ocorrer e possam os guardas municipais terem o devido respeito por estarem agindo em cumprimento à lei e em benefício da coletividade. O uso das máscaras é algo que previne e evita que mais pessoas sejam internadas e venham a falecer. Ainda estamos vivendo um tempo de pandemia e cabe a toda a comunidade estar consciente de seus deveres de cidadãos e terem o devido respeito ao trabalho preventivo da guarda municipal e da polícia militar.
ONG dos Amigos de Santos

Desembargador 2

Pensei que, sendo “amigo do rei”, ou “você sabe com quem está falando?” já estivessem em desuso. O fato ocorrido na praia de Santos, em que um educado e bem preparado psicologicamente guarda municipal interpela um cidadão da necessidade de uso de máscara, uma das armas no combate à epidemia, e este se recusa a usar, destrata o agente, diz que é autoridade, rasga a multa, diz que jogaria na sua cara, mas joga no chão, chama pelo celular o cel. Del Bel, esfrega o celular na cara do agente para que ele atendesse e sai andando. Uma cena revoltante, proporcionada pelo pseudo desembargador, em desrespeito às leis, às autoridades, e às pessoas. A pior pobreza não é a posse do desembargador, é a sua pobreza de espírito. Que exemplos uma pessoa estudada pode dar a seus amigos, família e a sociedade? O nosso profundo repúdio.
J.A. Nogueira de Sá - Santos

Tudo sobre:
 
Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna.
As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.