Tribuna do Leitor - 22 de fevereiro de 2021

Nesta edição, participações de José Fernandez Rodriguez, Fernando Martins Braga, Paulo Fernando Campbell Franco, Orlando Machado e Antonio Tadeu Torres.

Irresponsabilidade 

Acho que o nosso prefeito e as polícias civil e municipal deveriam fazer os irresponsáveis sentirem na pele os reflexos das aglomerações. Começaria por fechar todas as possíveis entradas para a praia nos finais de semana e feriados. Faria rondas ostensivas em locais conhecidos onde são realizadas noitadas de bailes funk. O pior é pagar pelo pecador, ou seja, paga quem cumpre as determinações e procura colaborar para evitar a propagação do coronavírus. Se todos tivessem um mínimo de respeito pelas orientações, com toda certeza, estaríamos em situação muito melhor. Infelizmente, parece que o pensamento é de “sou forte, não vou pegar o vírus e vou aproveitar agora”. Irresponsabilidade também mata.

José Fernandez Rodriguez – Santos

Oportunidade

Muitas vezes, a oportunidade aparece, mas nem sempre as pessoas prestam atenção. Na USP, de Ribeirão Preto, junto com uma tecelagem, foi estudado um tecido que, com minúsculas partículas de íons de prata, mata o coronavírus. Agora, com a nova cepa de Manaus, mais contagiosa e mortal, essas máscaras são vitais. Gostaria de ver as costureiras de nossa cidade e região como as pioneiras na fabricação dessas máscaras. Só bebe água limpa quem primeiro chega ao rio. Só não ganha dinheiro, quem não agarra a oportunidade, quando ela se apresenta.

Fernando Martins Braga – Santos

Santos de ontem

Ao mobilizar energias, sensibilidades e talentos, o Projeto Santos nos Caminhos da Memória — conduzido pelos historiadores Karime Moussalli Antigo, Odair José Pereira e Rodrigo Macedo de Paiva Grillo e já lançado em plataformas digitais —, nos convida para uma viagem que empreendemos ao encontro de nós mesmos e do reconhecimento da cidade de Santos como espaço de cultura e história, lugar de práticas e valores humanos. Por tudo isso, o Projeto revela o esforço de analisar o patrimônio histórico urbano a partir de uma perspectiva crítica, tomando-o não como sinônimo da história e, sim, como um dos modos de sua construção. Parabenizo os jovens historiadores que estão nos oferecendo a possibilidade de uma nova sensibilidade para com o passado coletivo da nossa cidade. 

Paulo Fernando Campbell Franco – Santos

Negociações difíceis

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, informa que, ao contrário do que foi noticiado, o contrato para a aquisição do lote de 54 milhões de vacinas da Coronavac ainda não foi assinado, devido a novas exigências feitas pelo Ministério da Saúde, não aceitas pelo Instituto. A compra desse lote é fundamental para o início da tão sonhada vacinação em massa. Mas, ao que parece, o povo é o único interessado que isso aconteça. As negociações no Brasil são tão difíceis, complicadas e cheias de interesses políticos que, ao seu término, é bem possível que os países europeus já estejam vacinando a sua população contra algum novo tipo de vírus. Afinal, para que essa ansiedade e essa angústia?

Orlando Machado - Santos

Obras de reparo

Todos os dias, ouvimos a respeito da valorização da Ponta da Praia por conta das melhorias executadas "sem custos" para a Prefeitura. No entanto, quem passa pelos calçadões e ciclovias recém construídos, percebe que já há vários trechos com rachaduras e afundamento de solo, inclusive, com obras por todo o trajeto. A ciclovia, então, está toda recortada e remendos estão sendo feitos para conter a ruptura do concreto. Perguntei a um funcionário que estava no local o porquê de tantas obras de reparo e a resposta foi de que está havendo um sério problema em toda a extensão da orla recém construída, de falta de drenagem abaixo das placas de concreto, fazendo com que a água infiltrada leve a areia e provoque o rompimento da estrutura. Daí, podemos presumir que houve falta de qualidade técnica no projeto ou falha na execução. Pergunto: já que o Tribunal de Justiça considerou irregular o contrato feito entre o Grupo Mendes e a Prefeitura, de quem está sendo a responsabilidade pelos necessários reparos? Se for a Prefeitura, então, todo o povo de Santos estaria arcando com os custos dessas reformas, beneficiando os moradores daquele bairro.

Antonio Tadeu Torres – Santos

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