Tribuna do Leitor - 2 de julho de 2020

Na edição desta quinta-feira (2), participações de Uriel Villas Boas, Wagner Fernandes Guardia, Sergio da Rocha Soares Filho, Wilson Verta, Obed Zelinschi de Arruda e Rafael Moia Filho

Inabilidade

O pedido de demissão do ministro da Educação, que sequer tomou posse, mostra mais uma inabilidade do presidente Bolsonaro. Como aceitar que uma pessoa seja indicada para um cargo de tal importância sem que seja levado em consideração, não apenas sua capacidade, mas também seus títulos acadêmicos e posturas profissionais? E, depois de convidado e quase empossado, que sejam divulgadas informações em seu currículo, que foram desmentidas por duas universidades, uma da Argentina e a outra da Alemanha? É mais um ponto negativo para o ocupante da Presidência da República, que não dá a devida importância para duas áreas, a Educação e Saúde.

Uriel Villas Boas - Santos

Policiais 

Mais policiais assassinados. Muitas vezes, quando a polícia é rígida contra o crime, ela é questionada. E quando o crime é cruel com a polícia? Não devemos, simplesmente, considerar isso como risco da profissão. Policiais são pessoas que arriscam suas vidas, e as de seus familiares, para preservar as nossas. Além de valorização, precisam de apoio e de respeito.

Wagner Fernandes Guardia - São Vicente

Flexibilidade

As autoridades responsáveis pelo reabertura do comércio estão na contramão do recomendado em função da redução do horário permitido para funcionamento. Não é difícil entender que, quanto menos tempo de acesso ao estabelecimento, maior é a aglomeração de pessoas. Ou tudo, ou nada.

Sergio da Rocha Soares Filho - Santos

Lata de lixo

Quem diria que estamos perdendo para a negligência com a higiene, nossa e dos lugares por onde passamos? Hoje, está circulando entre nós um vírus que se aproveita do fato do planeta ter virado uma lata de lixo e das pessoas não terem preocupação com a simples higiene das mãos. A própria ciência médica indica que a proteção e o combate a pandemia dependem de água e sabão principalmente. Já é hora de acabarem com as favelas, as palafitas e os núcleos populacionais sem água tratada. Precisamos, por conta da pandemia, criar estratégias de higienização forçada, como a passagem obrigatória em tendas e túneis de sanitização. Com o dinheiro que já foi gasto nesses equipamentos emergenciais, e com o que desapareceu dos cofres públicos devido à corrupção, teríamos avançado muito em saneamento básico. Enquanto isso, que cada cidade faça o que lhe compete, observando os protocolos de higiene e distanciamento social recomendados, pois a maior parte da população não tem consciência dos riscos a que se expõe. Alguns, mais conscientes, com certeza, irão colaborar. Vamos limpar o nosso planeta e, depois, ter consciência para limpar os pés antes de entrar.

Wilson Verta - Santos

Sem explicação

A tradição budista conta a história que um monge entrou no vilarejo montado em um boi e os habitantes lhe perguntaram para onde estava indo. Ele respondeu que estava em busca de um boi. Como já tinha o boi, as pessoas ficaram intrigadas. Assim é a cidade de Santos e suas maravilhas, como o Aquário, o Orquidário, os jardins sempre floridos, as lindas praias e o Santos Futebol Clube. É só descer do boi, caminhar pela cidade e perceber o "modo novo de sonhar, pensar e viver". Santos é tão bela que não tem explicação. Mas, como em todas as cidades, também existem problemas.

Obed Zelinschi de Arruda - Santos

Ideologia cega 

Ao fazer as escolhas dos membros da sua equipe de trabalho, o presidente Jair Bolsonaro prioriza apenas e tão somente a questão ideológica do candidato que poderá assumir o cargo. Isso explica a escolha do obtuso Weintraub para o MEC, a escolha de Carlos Alberto Decotelli para a Educação, que nem chegou a assumir o Ministério. Na escolha do presidente da Embratur, Gilson Machado, não foi verificado que ele não falava a língua inglesa com a fluência que o cargo requer. Um fiasco atrás do outro. Isso tudo porque só a ideologia interessa ao presidente. Competência, experiência e currículo limpo não importam tanto.

Rafael Moia Filho - Bauru

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