Tribuna do Leitor - 18 de junho de 2020

Participaram desta edição Lyonel O. Sirenno, Suze Almeida e Wanderley Peres Parada

Bom senso

Há tempo, escrevi sobre algumas árvores do Canal 1, no trecho entre as ruas Antonio Bento de Amorim e Carvalho de Mendonça, que representavam perigo para os transeuntes. Algumas delas, lado centro/ praia, visivelmente, cada vez mais pendiam para dentro da ciclovia, obrigando os usuários a se abaixarem ao cruzá-las. A Prefeitura, à época, respondeu que os técnicos “nada de anormal encontraram”. Uma das árvores, a que ficava defronte do número 592 da av. Pinheiro Machado, deixava quase que intransitável a ciclovia. O risco de tombamento se fazia presente a qualquer momento. A Prefeitura não poderia ser eximida de responsabilidade caso algum pedestre/ciclista/motorista fosse vitimado, em função de uma provável queda. Agora, após muito tempo do alerta, as árvores foram retiradas, mas a ciclovia está interditada com galhos e troncos, não se sabe até quando. Fica o agradecimento dos ciclistas e pedestres que temiam por algo mais grave ao cruzar aquele local.

Lyonel O. Sirenno - Santos

Descanso afetado

Sou daquelas pessoas que quase nunca se lembram dos sonhos. Contudo, neste período de isolamento social, tenho sonhado muito, mas não são sonhos “normais”, alguns são bem exóticos até. A título de exemplo, há duas semanas, apareci em meus devaneios na personagem de uma guerreira viking sobre uma cadeira de rodas, tomada por repentina cólera, degolando todos que apareciam na minha frente. Por incrível que pareça, não assisti a Vikings, então não foi algo que tenha ficado no meu subconsciente. Logo após, sonhei também que meu carro tinha sido roubado e, como estava isolada e não fazia uso dele, só me tinha dado conta do roubo vários dias depois. Um fato bastante curioso é que eu sempre acordava super cansada depois desses sonhos, ou como diria o Pe. Fábio de Mello “com a sensação de ter corrido a São Silvestre”. O mais chocante foi quando relatei os sonhos a um amigo e ele, quase que de imediato, me encaminhou um artigo que trata de um estudo para mostrar como a pandemia está afetando os sonhos dos brasileiros. Fiquei aliviada porque não foi um déjà vu. Outras pessoas também estão passando pela mesma situação que eu. No mais, fiquei pensando como um vírus pode afetar até os nossos sonhos. Isso é inenarrável! Tanta coisa legal para se sonhar, como os números da Mega-Sena acumulada, férias nas Ilhas Maldivas, um romance com a pessoa de quem gostamos, um mundo sem preconceitos, a descoberta da vacina para a Covid-19… mas a preocupação com o vírus consegue estragar até as nossas noites de descanso e a criação das nossas fantasias.

Suze Almeida - Cubatão

Falha grave

Durante nossas caminhadas, tenho verificado que estão sendo substituídos todos os bancos das calçadas da orla da praia de Santos. A questão é porque não se utilizou as antigas bases de concreto, que ainda estão em ótimo estado, trocando-se apenas o madeiramento, já realmente bastante danificado? Nos assentos de madeira dos novos bancos existem quatro furos de cada lado para receberem os parafusos fixadores, mas só três parafusos foram fixados de cada lado em todos os bancos, ficando um buraco no lugar do parafuso não instalado. Erraram novamente ao não identificarem que apenas três parafusos de cada lado dos assentos seriam suficientes para uma perfeita fixação. Encontrei um banco novo com o encosto caído sobre o acento. O pior é que ainda vão cair muitos outros, pois foi um trabalho de amador. Os encostos foram fixados por parafuso e bucha plástica, muito frágeis para o tamanho e peso das peças, denotando mais uma falha gravíssima no projeto desses bancos. É lamentável o descaso e o desperdício de dinheiro público com um projeto tão importante para a nossa querida e linda cidade de Santos.

Wanderley Peres Parada - Santos

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