Tribuna do Leitor - 17 de fevereiro de 2021

Nesta edição, com as participações de Ademir Alonso Rodrigues, Mário Roberto Negreiros Velloso, Carlos D.N. da Gama Neto e Arlindo Caseli de Oliveira

Desfaçatez sem limite
Passo a passo, estamos assistindo a lenta morte de um dos maiores programas ou ação jamais visto por este país. Trata-se da Lava Jato, que recuperou bilhões desviados por políticos, dirigentes de estatais e empresários beneficiados por governos que estiveram no poder durante 13 anos. Também vimos políticos e ex-presidente indo parar na cadeia, coisa inédita neste sofrido país. Mas tudo que é bom dura pouco, como diz o ditado popular. Pouco a pouco, estamos vendo o estrangulamento da Lava Jato. Primeiro, vimos o ex-juiz, Sérgio Moro, ser defenestrado. Depois, o procurador-chefe tendo que se aposentar e, em seguida, o grupo de Curitiba sendo dissolvido para o desgosto de milhões de brasileiros honestos. Mas quando se achava que nada poderia ser feito contra aquele programa, eis que o STF acolhe o pedido dos advogados do ex-presidiário Lula e dão acesso aos textos hackeados dos telefones do Sérgio Moro e procuradores. Uma desfaçatez sem limite. Em qualquer país honesto, com uma suprema corte honesta, nenhuma prova obtida de forma ilegal pode ser usada em qualquer processo. Mas, aqui pode. E de onde partiu tal decisão? Lewandowski, aquele mesmo que rasgou a Constituição para dar salvaguarda para Dilma, quando do seu impeachment, e Gilmar Mendes, aquele que defendia a prisão em segunda instância até que seus colegas passaram a ser condenados. Sem dúvida, jogaram a pá de cal na Lava Jato, para júbilo da desonestidade. O que falta agora para cobrir de vergonha a parte honesta da população? Pedir desculpas a Lula?
ADEMIR ALONSO RODRIGUES – SANTOS

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Segunda dose da vacina
Neste mês deu-se início à vacinação de idosos, e o que vimos foram longas filas, aglomerações, desencontros, expondo pessoas frágeis a condições hostis e até perigosas. Daqui a vinte dias esses mesmos idosos, que já sofreram para tomar a primeira dose (os que conseguiram!), vão ter que disputar espaço com outros grupos, de idade mais baixa. Seria prudente e conveniente que a Prefeitura definisse alguns postos de saúde exclusivos para aplicação da segunda dose, até porque há prazo certo para isso e não pode haver atraso, sob pena de comprometimento da eficácia. Como a Prefeitura sabe o número de pessoas que tomou a primeira dose, pode se programar para melhor atender os que precisam concluir a imunização, desta vez com mais organização e planejamento.
MARIO ROBERTO NEGREIROS VELLOSO – S. VICENTE

Aulas presenciais
A irresponsabilidade, o descompromisso com a realidade e a politiquice parecem andar associados e de mãos dadas com a morte neste momento. É o que se depreende, claramente, da volta às aulas presenciais nas escolas públicas e privadas, dentro de uma conjuntura caótica, em que um vírus indiscutivelmente mortal se espalha, ceifando vidas às centenas de milhares. Um vírus que se transmite através das gotículas contaminadas expelidas pela boca e pelas narinas de portadores, que, muitas vezes, desconhecem a sua própria condição de hospedeiros. Valha-nos Deus!
CARLOS D. N. DA GAMA NETO – SANTOS

Justiça no futebol
Em 1995, com a arbitragem desastrosa do juiz M.R.F., o Botafogo do R.J consegue ficar com o título, tirando do jovem promissor time do Santos F.C. a chance de ser, com mérito, campeão brasileiro de futebol. Na época, a C.B.F. prestigiou estranhamente esse senhor, com contrato e o envio a Copa do Mundo como prêmio. Anos se passaram e, hoje, essa entidade é sinônimo de escândalos no mundo do futebol. O sr. Armando Nogueira, botafoguense, renomado jornalista disse com orgulho: “roubado ou não, fomos campeões”. Hoje, o comentarista não está mais para ver pela terceira vez seu glorioso time novamente rebaixado. Quando a bola não pune, os chamados deuses do futebol punem os homens desonestos do esporte
ARLINDO CASELI DE OLIVEIRA - SANTOS

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