Tribuna do leitor - 16 de fevereiro de 2021

Hoje com as participações de Fernando Martins Braga, Uriel Villas Boas, João Horácio Caramez, Manuel Bento Ferreira e Rubens Miranda de Carvalho

Treinadores de futebol
Parece até que os brasileiros desaprenderam de comandar o esporte mais popular do país. Talvez haja falta de união ou de uma escola como a existente em Portugal. Já que grande parte dos treinadores portugueses são mais jovens, mas responsáveis por comandar os grandes clubes europeus, ingleses, franceses e alemães. Alguns deles já comandaram ou comandam hoje seleções nacionais. Alguns deles estarão presentes no Catar, em 2022, como, por exemplo, Paulo Souza, que será o treinador da Seleção da Polônia para a próxima Copa do Mundo de Futebol.
FERNANDO MARTINS BRAGA - SANTOS

Futebol brasileiro
O Palmeiras ficou no último lugar no Mundial de Clubes da Fifa. E não marcou um gol sequer, sendo derrotado no segundo jogo, na decisão por penalidades máximas. É mais uma comprovação de descrédito do futebol brasileiro nos tempos atuais. Perdemos o espaço que ocupamos durante dezenas de anos. É um reflexo do que vivenciamos no Brasil. Até nas várias modalidades de esporte, estamos sendo colocados em um plano inferior. Como palmeirense fico abismado. Até quando?
URIEL VILLAS BOAS - SANTOS

Tudo passa
Quando faltar alegria, que reste esperança. E se faltar esperança, que haja maturidade para entender que a vida não é um conto de fadas. Ela sabe ser amarga. O truque é você não desistir de ser doce. Na vida, tudo passa.
JOÃO HORÁCIO CARAMEZ – SANTOS

Poupatempo
O que está acontecendo no Poupatempo excede o parâmetro do bom-senso! Por três vezes, compareci naquela instituição para renovar a minha CNH e o que percebi foi com um contrassenso que se alteia com o absurdo! Limitam a entrada das pessoas, com a intenção de evitar aglomeração no interior do estabelecimento, provocando aglomeração na entrada. Na primeira vez que lá estive, não me deixaram entrar porque, segundo a explicação dos mal-humorados atendentes, este tipo de atendimento estava suspenso. Na segunda vez, fui desestimulado pelo excesso de pessoas que formavam duas filas para serem atendidos pelos mal-humorados, que executavam a triagem de atendidos. Na terceira vez, a minha paciência se extrapolou, pois, dirigi-me ao garoto que procedia a triagem e expliquei que o meu caso era a renovação da CNH, quando ele mandou que eu assumisse lugar na extensa fila. Quando chegou a minha vez, depois de trinta minutos, mais ou menos, ele sacou do bolso um papel que determinava agendamento através do site do Poupatempo! Questionei o motivo dele não ter me entregado esse papel quando me apresentei e expliquei o meu motivo para estar ali, evitando que perdesse tanto tempo na fila. Seu desdém ante a minha reclamação, quase me levou a tomar uma atitude não conveniente e o jeito foi mesmo procurar um despachante, amargando uma despesa que poderia ser evitada!
MANUEL BENTO FERREIRA - SANTOS

Cultura do automóvel
Até este momento não tenho uma resposta que alivie a insegurança em que estão vivendo nossas crianças, que nem sequer podem mais brincar nas ruas onde moram, o que eu e as crianças de minha infância fazíamos em total segurança, pois os carros eram poucos e seus condutores tinham o cuidado de buzinar e, até mesmo, de parar os veículos quando nos viam brincando ou jogando futebol. O respeito que tinham por nós não gerou, em minha infância, o medo e a agressividade consequente nos jovens de hoje, que sabem que têm que se defender de neuróticos que, por terem um automóvel, pensam estarem isentos das normas jurídicas ou das morais. Respeitar o próximo é o princípio básico da civilidade e evita que as pessoas pratiquem o que entendem como justiça com as próprias mãos. O dinheiro nos permitiu ter automóveis e dirigi-los, mas não temos a cultura do automóvel como existe nos Estados Unidos e na Europa Ocidental. As cidades são para os homens que andam com as suas próprias pernas e não, para os automóveis e seus arrogantes proprietários. O Brasil exibe um horroroso e inaceitável número de vítimas do mau comportamento no trânsito. Educação e punições mais graves, no meu pensar, poderão reduzir muito esse genocídio, que nos envergonha perante os países mais civilizados.
RUBENS MIRANDA DE CARVALHO – SANTOS

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