Tribuna do Leitor - 11 de julho de 2020

Na edição deste sábado (11), participações de Adelto Rodrigues Gonçalves, Francisco Pedro Reis Junior, Alberto Chagas Amaral, Marcelo de Mattos e João Horácio Caramez

Reembolso esperado

Escrevo para mostrar como a empresa Latam Airlines e a operadora e agência de viagens CVC Brasil vêm tratando os clientes que tiveram seus voos cancelados em razão da pandemia de coronavírus. Por duas vezes, eu e minha esposa tivemos cancelados voos do Aeroporto de Guarulhos para o de Navegantes, em Santa Catarina. Diante disso, pedi para que não houvesse nova remarcação de voo e que a empresa devolvesse o dinheiro pago por duas passagens, no valor de R$ 1.157,62, conforme recibo da operadora CVC Brasil. Para minha surpresa, a Latam nos enviou dois travel vouchers, no valor total de R$ 862,00, que podem ser resgatados via bancária. Fiz os procedimentos por e-mail e estou aguardando até agora a devolução do dinheiro. O SAC da Latam acaba de informar que, se o dinheiro não for devolvido agora, a empresa tem até um ano para fazê-lo, de acordo com Medida Provisória que o governo Bolsonaro baixou em favor das companhias aéreas e em prejuízo dos cidadãos. A diferença de R$ 295,62 é referente à comissão cobrada pela unidade da agência de viagens CVC Brasil, localizada à Avenida Senador Pinheiro Machado, 607, em Santos. Aliás, esta empresa, que fez questão de enviar um de seus gerentes a nossa casa para receber o pagamento das passagens, igualmente vem protelando a devolução do dinheiro. Essas empresas não podem ficar com o dinheiro dos consumidores, já que, efetivamente, não prestaram nenhum serviço.
Adelto Rodrigues Gonçalves - Praia Grande

Conservadorismo

Sugiro a esse jornal a republicação da coluna de Alcindo Gonçalves, , Em defesa do conservadorismo, publicada em 23 de março. Seria uma forma, talvez, de mostrar aos leitores detratores do engenheiro, jornalista e cientista político, que existem formas de pensamento que não se misturam com o debate ideológico, raso, fanático e destrutivo, e podem, até mesmo, corroborar alguns de seus princípios, como o liberalismo e a religiosidade defendidos pelos bolsonaristas.
Francisco Pedro Reis Junior - Santos

Óbitos registrados

Li com atenção carta do sr. Luis Alberto dos Reis, publicada neste espaço, enaltecendo Praia Grande pelos baixos números de mortes por Covid-19. Quero discordar porque, em 21 de junho, foram anunciadas 84 mortes por Covid naquele município, mas uma combativa vereadora demonstrou que os cartórios da cidade registravam 130 óbitos por Covid, quase 55% a mais do que o divulgado. Além disso, cidadãos de municípios próximos, em grande número, procuram as Upas e os hospitais de Santos para se tratar. Muitos óbitos aqui registrados são de pessoas de outras cidades. Se alguém dúvida, basta perguntar a qualquer cidadão da Praia Grande se prefere ir para o Hospital Irmã Dulce ou para qualquer outro de Santos.
Alberto Chagas Amaral - Santos

Voltamos ao enxofre

“Pouca saúde, muita saúva, os males do Brasil são”. Macunaíma, de Mário de Andrade, já nos dá o tom profético da triste condição da nossa realidade mundana. À vista da pandemia da Covid-19, sem previsão de combate racional, com base em um programa claro de saúde pública, e diante de um presidencialismo sem presidente, o país está à beira de um abismo. Como tudo que é ruim pode ainda piorar, além do aumento de casos e de mortes e do fim prematuro do isolamento social, surge a sugestão bizarra do uso do enxofre no combate à pandemia. Como tal substância é ligada aos elementos demoníacos, acho que agora se encontrou um inferno inteirinho para se chamar de seu!
Marcelo de Mattos - Santos

Obra de arte

Queria ter a inspiração e a capacidade de escrever um artigo como o publicado neste jornal sob o título “Deus e o diabo na terra do sol”, de autoria de Ronaldo Abreu Vaio. Verdadeira obra de arte! Lendo o artigo, fiquei com duas certezas: Deus deve estar rindo até agora e o Diabo fazendo aquela célebre pergunta: tudo eu? Um provérbio árabe diz que “a primeira vez que me enganares, a culpa será tua; já, da segunda vez, a culpa será minha”.
João Horácio Caramez - Santos

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