Tribuna do Leitor - 11 de agosto de 2020

Na edição desta terça-feira (11), participações de Edison José de Aguiar, Rafael Moia Filho, Renato Zeinum, João Baptista Herkenhoff, Uriel Villas Boas e Gregório José

Sempre aberta

Quem é verdadeiro cristão, que lê a Bíblia Sagrada com discernimento e interesse e não fica simplesmente verbalizando clichês evangélicos desconexos, sabe muito bem que a Igreja nunca fecha. Os templos é que se fecham. A Igreja são as pessoas que a formam e não os seus tijolos e construções. Neste momento, em que vivemos um desastre sanitário, todos, cristãos ou não, estão sob as normas da legislação civil de controle. Templos devem fechar e as aglomerações ser evitadas. Quer orar na pandemia? Ótimo, faz muito bem, mas ore em casa, protegido. Quem desobedece é um ignorante e, em alguns casos, um oportunista.
Edison José de Aguiar - Cubatão

Fazendo campanha 

O presidente ao invés de se preocupar em governar o País, prefere se manter em campanha para as eleições que somente ocorrerão em 2022. É uma afronta ao povo brasileiro, que precisa urgentemente de soluções para vários setores como a Educação, Saúde Pública, Segurança, Economia, Habitação, Saneamento, entre tantos outros, para os quais o presidente não deu a mínima atenção até o momento. Fazer campanha e demagogia, além de sua postura belicosa para com a mídia, são as únicas coisas que este presidente sabe fazer. Muito pouco, ou quase nada, diante do que prometeu ao povo brasileiro.
Rafael Moia Filho - Bauru

Estranho

Em 2018, recordo que o sr. Geraldo Alkmim, então candidato à Presidência da República, declarou seus bens em 1,4 milhões de reais. Na ocasião, pensei que sendo ele médico, tendo sido vereador, prefeito, deputado e governador, tinha um patrimônio menor que o meu, um simples professor. Hoje, 2020, bloquearam 11,3 milhões dos seus bens, devido a processos em que virou réu. Dinheiro não nasce em árvores, é fruto do trabalho e se temos que declarar, alguém deve fiscalizar. Esse dinheiro apareceu do nada? O povo não é tão leigo como os políticos pensam, onde está a verdade? Que vergonha!
Renato Zeinum - São Vicente

Liberdade

Vivemos no Brasil um momento histórico de liberdade. Esta liberdade não nos foi dada. Foi conquistada. Muitos sofreram perseguição para que desfrutemos hoje deste direito. Mas a luta não terminou. Ainda temos de alcançar a essência da Democracia, atentos à convocação de Plínio de Arruda Sampaio: “na Democracia das elites, as massas podem ser objeto da política. Não podem ser sujeito dela”.
João Baptista Herkenhoff - Espírito Santo

Procedimentos irregulares

O bloqueio de bens do ex-governador Geraldo Alckmin mostra uma situação inaceitável para um ocupante de cargo tão importante. A parte do empresariado envolvido no desvio de verbas decorrentes de contratos e concorrências para serviços públicos não pode ser deixada de lado, por certo. Que as investigações sirvam de lição para que os mais diferentes segmentos da economia e da área social não adotem esses procedimentos irregulares.
Uriel Villas Boas - Santos

Álbum de família

Quando eu era pequeno, vivia querendo mexer no álbum de fotografias de minha mãe, que continha fotos dos meus avós e algumas recordações de meus tios. Lembrávamos de fatos ocorridos, quase sempre engraçados, que muito nos divertiam. Olhava o brilho de felicidade e encantamento nos olhos de meus pais e, nós, crianças, nos fartávamos em rir e imaginar aquelas cenas contadas e recontadas em seus mínimos detalhes. Entretanto, as famílias foram se reduzindo, as fotografias impressas também. Hoje, as pessoas demoram a se unir matrimonialmente e quando os filhos chegam, já estão “maduros” demais. Não sorriem como no passado. Não gravam seus bons momentos, mesmo em tempos digitais e conectados. Olhamos páginas e páginas virtuais de amigos e conhecidos. Os nossos queridos não nos pertencem. São “curtidas” na vida dos outros, mas os nossos ficam esquecidos. Não temos mais tantos tios, primos e sobrinhos. Não sorrimos mais das travessuras ou erros, tombos ou gafes dos parentes. Nem encontramos mais nossos parentes. Não somos mais parentes. Não temos mais álbuns de família. Não temos mais memória familiar.
Gregório José - Santos 

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