(Vanessa Rodrigues/ AT) Quase chegando aos 60 anos de idade, tenho uma grande oportunidade de expressar nas páginas de A Tribuna todo o meu amor pela minha cidade de nascimento e, principalmente, de coração. O que dizer de uma cidade na qual estudei em colégio público, no Cidade de Santos, até o final da antiga oitava série e que com certeza me deu toda base educacional para almejar grandes metas e conquistas pessoais e profissionais? Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Como não lembrar da minha primeira professora, dona Edvanyr, e de muitos amigos que tenho até hoje? No colegial, também tive grandes professores e vivi momentos inesquecíveis no Santa Cecília e no Objetivo. No período da faculdade, eu estudei fora de Santos, mas preferi o sobe e desce da época, sem a segunda pista da Rodovia dos Imigrantes, mas voltando para o aconchego do meu lar e da minha cidade. São várias as lembranças dos passeios em família pela orla, dos jogos de futebol com os amigos, com quem as resenhas rolam até os dias atuais. Temos o Centro, onde meu pai, avô e tios de ambos os lados da família trabalharam no comércio cafeeiro, sustentando suas famílias. Orgulho-me também dos jogos do meu querido e muitas vezes esquecido Jabaquara, embaixo de sol e chuva. A vida e o destino foram tão bons que mesmo tendo oportunidades profissionais de sair decidi ficar e construir minha carreira por aqui. Em um concurso público, o primeiro que fiz, consegui trabalhar na Prefeitura e poder ajudar a população da melhor forma possível, por meio da Odontologia, uma outra paixão - se for escrever sobre mais esse assunto, ocuparei páginas inteiras do jornal. Nossa Cidade não é perfeita, tem muitos problemas, porém muito mais atrativos e benefícios que com certeza comprovam que a minha decisão de ficar nela e morar por aqui não foi errada. Basta vermos a quantidade de pessoas que decidem, após se aposentar, fazer as malas e encarar uma mudança para o Litoral. A Santos dos meus sonhos está no meu dia a dia desde a hora que acordo e assim vai até o momento de dormir. E posso perceber isso ao trabalhar, em algum evento no Centro Histórico, indo para a Zona Noroeste assistir a um jogo de futebol, subindo os morros e lembrando de um lugar que tive o prazer de trabalhar por muitos anos, em uma caminhada em um fim de tarde com os pés na areia ou em uma caminhada “shopingal” (mistura de shopping e legal), como falo para minha esposa e filha. Tudo com direito ao pôr do sol mais lindo do mundo, como muitos dizem. Isso não tem preço. Enfim, Santos é maravilhosa!