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Quinta-feira

18 de Julho de 2019

Tenente Coimbra

Matheus Coimbra Martins de Aguiar é 1º Tenente do Exército Brasileiro. É formado em Administração de Empresas. Também possui formação em Política e Estratégia, na Escola Superior de Guerra (ADESG). Foi eleito deputado estadual pelo Partido Social Liberal (PSL), com 24.109 votos, nas eleições de 2018

Repasse de verba ao Hospital dos Estivadores chega em maio

Secretaria de Estado da Saúde confirmou o valor de R$ 54 milhões à unidade, em 12 parcelas de R$ 4,5 milhões, retroativas a janeiro

Inaugurado em 1970 e com histórico de greves e dificuldades financeiras, o Hospital dos Estivadores enfrenta novamente transtornos no recebimento de verbas. Desta vez, a falta do repasse do montante que vem do governo estadual é que preocupou funcionários, fornecedores e a população da região. Cirurgias foram canceladas e a carência de insumos tornou-se realidade.

A história de crises não é novidade. A primeira aconteceu em 1981, por conta de uma greve de médicos. Já na metade da década de 80, os estivadores desvincularam o hospital da administração do sindicato da categoria. Em 1997, o sindicato reassumiu o controle do hospital, que já havia sido fechado duas vezes neste período (por conta de incêndio no almoxarifado e uma greve).

Em 2001, o INSS recorreu à Justiça pela posse do prédio. Em 2004, o convênio entre o hospital e o SUS foi suspenso por conta de problemas estruturais, detectados pela Vigilância Sanitária. Em 2010, o equipamento parou de funcionar e, no ano seguinte, a Prefeitura de Santos comprou o hospital. Hoje em dia, ele é gerido por uma OS (Organização Social) paulistana, o Instituto Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

O Hospital dos Estivadores, que realiza um trabalho de excelência, tem como foco o atendimento materno infantil e as especialidades clínicas e cirúrgicas de média. Possui mais de 90% de aprovação perante a sociedade, o que equivale à satisfação em relação a hospitais privados de renome, como o Albert Einstein. Não atuando ainda com 100% de sua capacidade funcional, possui 138 leitos (tem capacidade para 223) e realiza, em média, 176 exames de colonoscopia, 300 de endoscopia e 600 exames de raio-X por mês.

E, apesar de estar em Santos, 50% dos atendimentos, em média, são de pessoas oriundas de outras cidades, o que atesta sua relevância na Baixada Santista como um todo. O custo por leito do hospital ainda não é o melhor, o que é uma razão essencial para que seja ampliado e seu funcionamento seja total, entregando ainda mais cuidado à população.

Em fevereiro deste ano, o estado cancelou mais de R$ 227 milhões em convênios para a Saúde da região. Em Santos, mais de R$ 99 milhões foram cortados. O montante fazia parte de convênio de R$ 113,7 milhões, firmado em 11 de dezembro de 2018. Toda a verba iria para o funcionamento do Hospital dos Estivadores, ao longo de 2019.

Contudo, em março, a Secretaria de Estado da Saúde anunciou o repasse de R$ 54 milhões (em 12 parcelas de R$ 4,5 milhões, retroativas a janeiro), porém, não estipulou uma data para que começassem a entrar nos cofres do hospital. Portanto, na última quinta-feira (25) - um dia após visitarmos o local -, nos reunimos com o vice-governador, Rodrigo Garcia, para formalizar a data de início desse repasse. Ficou oficializado que as verbas começarão a entrar já na primeira semana de maio. Além da estadual, o hospital ainda recebe, a título de custeio, verbas da União e do município - cerca de R$ 1,1 milhão e R$ 1 milhão por mês, respectivamente.

A lentidão no repasse de verbas vinha causando desassossego para a administração do local e para a própria prefeitura, já que o hospital começou a contrair dívidas crescentes com fornecedores. Fizemos nosso papel enquanto parlamentar, fiscalizando e cobrando o Poder Público para que o interesse coletivo fosse levado em consideração.

Continuaremos trabalhando para o melhor desenvolvimento e ampliação, não só do Hospital dos Estivadores, mas para que a Saúde da nossa região seja levada a sério e não fique desassistida.

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