Tenente Coimbra

Matheus Coimbra Martins de Aguiar é 1º Tenente do Exército Brasileiro. É formado em Administração de Empresas. Também possui formação em Política e Estratégia, na Escola Superior de Guerra (ADESG). Foi eleito deputado estadual pelo Partido Social Liberal (PSL), com 24.109 votos, nas eleições de 2018.

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IML: descaso com população de Santos completa 1 ano

Há tempos a unidade sofre com déficit de profissionais, equipamentos obsoletos e com instalações inadequadas, que colocam em risco não apenas os usuários, mas os servidores

Em março, o Instituto Médico Legal (IML) de Santos vai completar um ano de portas fechadas. Sim, são 365 dias de espera por uma solução para colocar fim ao sofrimento das famílias e dos cidadãos que dependem do equipamento público. A unidade, localizada no bairro do Saboó, foi interditada por causa de danos estruturais causados pelas fortes chuvas do ano passado. Desde então, quem precisa passar por um exame de corpo de delito, ou liberar o corpo de um parente, precisa ir até a cidade vizinha (Praia Grande). Agora imagine o transtorno que uma vítima de crime grave, que já está fragilizada com a violência que sofreu, é submetida porque o Estado falha em lhe garantir o atendimento que ela paga, por meio de impostos, para ter. O descaso com o cidadão é imperdoável. 

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O processo de abandono e sucateamento da unidade, no entanto, é ainda mais antigo. Há tempos a unidade sofre com deficit de profissionais, equipamentos obsoletos e com instalações inadequadas, que colocam em risco não apenas os usuários, mas os servidores. 

Desde que tomei conhecimento dessa situação, venho cobrando do governador João Doria uma solução. Depois de protocolar um requerimento na Secretaria de Segurança Pública de São Paulo cobrando uma posição do Governo do Estado sobre a situação do IML, e receber apenas a resposta de que o prédio estava interditado devido a "incidentes por conta da chuva", recorremos ao Ministério Público. 

Em meados de junho, enviei uma representação ao Ministério Público de Santos denunciando o descaso do Governo do Estado de São Paulo. No documento, relatamos que, além dos problemas estruturais, a unidade estava com as câmaras frigoríficas quebradas e, por isso, os corpos que precisavam passar por autopsia tinham que ser enviados à unidade da Praia Grande. 

Quem trabalha no IML de Santos sabe que a estrutura é sucateada, os funcionários são mal remunerados e as condições de trabalho são precárias antes mesmo dos danos provocados pela chuva.

Outro problema da unidade é a falta de profissionais. O último concurso realizado foi em 2014 e os profissionais receberam pífios reajustes salariais nas últimas décadas, amargando perdas salariais significativas. Recebemos relatos de funcionários que, devido à falta de efetivo, ainda têm que exercer funções diferentes daquelas para as quais foram contratados. 

Além do descaso com os servidores, a ineficiência do Estado em resolver os graves problemas demonstra o descaso do governo com a população. Reafirmo aqui meu compromisso de seguir lutando para que essa situação seja resolvida.

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