Tenente Coimbra

Matheus Coimbra Martins de Aguiar é 1º Tenente do Exército Brasileiro. É formado em Administração de Empresas. Também possui formação em Política e Estratégia, na Escola Superior de Guerra (ADESG). Foi eleito deputado estadual pelo Partido Social Liberal (PSL), com 24.109 votos, nas eleições de 2018.

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Dengue é novo desafio para saúde em 2021

Além de enfrentarmos o momento mais grave da pandemia do novo coronavírus, ainda temos que encarar a escalada dos casos de dengue e chikungunya

O ano de 2021 será desafiador para a saúde pública na região da Baixada Santista. Além de enfrentarmos o momento mais grave da pandemia do novo coronavírus, que sobrecarrega o Sistema Único de Saúde (SUS), ainda temos que encarar a escalada dos casos de dengue e chikungunya. Em São Vicente, um homem de 41 anos morreu e a Secretaria de Saúde investiga a morte de uma adolescente de 15 anos. 

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Os números dos dois meses iniciais de 2021 indicam que enfrentaremos uma grave epidemia. Em algumas cidades, este ano já registrou mais casos de chikungunya que 2020 inteiro. Em São Vicente, são 69 casos de dengue confirmados e 600 suspeitos. Quando o assunto é chikungunya, a situação é mais preocupante: o número de casos quadruplicou. Até janeiro, foram 38 confirmações e 60 suspeitas. Em todo 2020, foram sete. 

Guarujá tem 158 confirmações nos meses de janeiro e fevereiro. O aumento em relação a 2020 é certo, já que no total foram 393 ocorrências. Cubatão tem 143 confirmações e Bertioga, 15. Santos, a maior cidade da nossa região, tem 11 casos de dengue e 12 de chikungunya. Por enquanto, Praia Grande não tem nenhum caso confirmado de chikungunya e zika, mas os números da dengue já são superiores ao de todo o ano passado. Em 2020, a cidade registrou 29 casos. Em dois meses de 2021, já são 38 ocorrências. Mongaguá já tem 38 confirmações, contra as 44 do ano passado. Itanhaém e Peruíbe trilham o mesmo caminho.

O alerta não tem que ser feito apenas para os governos, em esferas municipal, estadual e federal. Tal como a Covid, combater a dengue depende da colaboração direta de todos nós. Não deixe água parada, nem lixo ou outros objetos que possam acumular água espalhados no quintal. É responsabilidade de todos nós contribuir para acabar com possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. 

Importante também colaborar com os agentes de saúde que vistoriam casas para localizar possíveis focos do mosquito e orientar a população. Um dos maiores problemas enfrentados pelo poder público na guerra contra a dengue é a recusa da população em permitir a entrada destes servidores. 

Em entrevista à imprensa, o chefe do Departamento de Controle de Doenças Vetoriais de São Vicente, Fábio Lopes, disse que a cidade dispõe de 50 agentes destacados para a vistoria de imóveis, mas ressalta que todos os meses há 5.000 casos de negativas na permissão para a vistoria. 

Esses profissionais que visitam as casas têm um papel fundamental para ajudar a reduzir os casos da doença. Eles estão sempre uniformizados e possuem um crachá de identificação. Se o morador tiver dúvidas, pode ligar para a Prefeitura e confirmar se há programação de visita para a região. Fique atento aos sintomas da doença: febre alta, manchas na pele, cansaço extremo e dores musculares e articulares. A dengue pode matar, a negligência, também. Faça a sua parte!

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