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Quarta-feira

23 de Outubro de 2019

Rosana Valle

É deputada federal (PSB/SP), jornalista e escritora. Foi repórter da TV Tribuna por 25 anos e por 18 apresentadora e editora do programa Rota do Sol. Já fez reportagens em mais de 30 países e é autora de dois livros sobre o turismo regional e internacional. Rosana iniciou seu mandato em 2019 e é membro titular das Comissões de Viação e Transportes e Direito das Mulheres

Veículos elétricos: o futuro da mobilidade

Fontes energéticas, em um futuro próximo, devem ficar mais caras o que dará espaço para os carros elétricos

O ano de 2050 é a data que os cientistas estimam para que os combustíveis de origem fóssil acabem no Planeta Terra.

A partir de 2027, começa o declínio de fontes energéticas como o gás, petróleo e carvão, que ficarão cada vez mais raros, e mais caros.

Segundo a Bloomberg New Energy Finance, uma agência internacional voltada para o estudo das fontes de energia, chegou a hora dos países investirem e explorarem as  matrizes energéticas renováveis, principalmente as eólicas e solares.

A mudança já começou!

Na Europa, os veículos elétricos já estão nas ruas de quase todas as cidades.

Na Noruega, que tem 23% da sua frota de veículos eletrificada, os carros elétricos representam, hoje, 52% do total de veículos novos comercializados.

Na China, Índia, Estados Unidos e Japão, as frotas de veículos elétricos são cada vez maiores. E o Brasil? 

Nosso país corre o risco de ficar à margem da revolução representada pela mobilidade sustentável nas grandes cidades. 

Temos menos de 400 ônibus elétricos ou híbridos em circulação no país, incluindo os trólebus. Na China, são 300 mil! 

Temos menos de 8 mil automóveis elétricos ou híbridos, uma fração mínima, em uma frota de 43 milhões de veículos!

A participação dos carros elétricos nas vendas brasileiras ainda é irrelevante, e nem sabemos direito quantos eletropostos existem no Brasil!

Mais do que uma tendência mundial, os veículos elétricos são uma necessidade.

Eles não emitem poluentes, são silenciosos, diminuem os custos de abastecimento e mudam nosso conceito em relação ao consumo de energia e cuidado com o meio ambiente.

Foi pensando nisso que protocolei no Congresso um projeto de lei que incentiva a indústria automobilística a investir nos veículos elétricos no Brasil.

O projeto, em parceria com o deputado Rodrigo Agostinho, presidente da Comissão do Meio Ambiente no Congresso Nacional, prevê tratamento tributário diferenciado para fabricantes e usuários dos veículos elétricos.

Os fabricantes teriam redução em vários impostos, como IPI, Cofins e Imposto de Importação. 

Já os proprietários de veículos movidos a eletricidade teriam redução de 50% no valor do IPVA, 20% no DPVAT e 50% de desconto no licenciamento anual. 

Sabemos que, no Brasil, os veículos elétricos ainda são caros. Mas espero que esse projeto, se aprovado, ajude a popularizar os carros movidos a eletricidade no país.

Com mais pessoas querendo carros elétricos, as indústrias investem mais em pesquisa e produção, e o preço tende a cair. É a lei do mercado.

Em décadas passadas, televisores e celulares eram um sonho para a maioria das pessoas. Com a produção em massa, ficaram acessíveis, e todo mundo passou a ter. 

Espero que esse seja o caminho dos veículos elétricos!

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