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Segunda-feira

6 de Julho de 2020

Rosana Valle

É deputada federal (PSB/SP), jornalista e escritora. Foi repórter da TV Tribuna por 25 anos e por 18 apresentadora e editora do programa Rota do Sol. Já fez reportagens em mais de 30 países e é autora de dois livros sobre o turismo regional e internacional. Rosana iniciou seu mandato em 2019 e é membro titular das Comissões de Viação e Transportes e Direito das Mulheres

Selo Metropolitano de Turismo, incentivo que não podemos esquecer

Estima-se que perto de 9 mil empregos formais foram perdidos. Agora, temos que planejar como serão os próximos meses

A retomada que gradualmente começamos a viver na Baixada Santista e Vale do Ribeira nos faz ter a consciência de que devemos buscar medidas de incentivo aos setores que sofreram terríveis perdas com a pandemia do novo coronavírus. É o caso do turismo, que reflete diretamente nos setores do comércio e serviços. 
 
Estima-se que perto de 9 mil empregos formais foram perdidos. Agora, temos que planejar como serão os próximos meses, sempre adotando as necessárias medidas de prevenção e distanciamento social. 
 
Incentivar o turismo, agora, é uma questão de recuperar empregos e a sobrevivência daqueles que quase tudo perderam com o fechamento das praias e das atrações turísticas. 
 
O Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista, o Condesb, tem nos seus arquivos o Projeto do Selo Metropolitano de Incentivo ao Turismo, tratado na última reunião do órgão, em dezembro do ano passado, da qual participei.
 
O Selo Metropolitano consiste, basicamente, num incentivo às agências de turismo encarregadas de trazer visitantes à nossa região. Uma vez com este selo, os veículos com turistas agendados por estas empresas legalizadas, teriam entrada livre de taxas nos municípios da região, o que diminuiria os custos das viagens.
 
Na proposta original, caberia à Secretaria de Turismo do Estado fornecer estes selos, de acordo com as orientações e legislações das nove cidades da Região Metropolitana da Baixada Santista. 
 
As agências detentoras dos selos teriam que trazer os turistas para os hotéis, restaurantes e atrações regularizadas nas esferas municipal e estadual ligadas ao turismo, como, por exemplo, o Cadastur. Deveriam também informar tempo de permanência e todos os detalhes necessários ao controle e segurança das viagens.
 
A isenção das taxas de ônibus e micro-ônibus seria feita de forma ordenada através de agências de viagem qualificadas. O selo seria válido para viagens que integram uma ou mais cidades e os roteiros deverão ter sempre uma agência de viagem agregando várias atrações.
 
A ideia era construir uma ação piloto, um modelo, que seria adaptado e aprimorado ao longo do tempo, visando ao aumento do fluxo turístico de forma capacitada, estimulando o comércio local. 
 
A proposta do Selo Metropolitano vem sendo tratada há mais de uma década. O tema envolveu as secretarias de Turismo das prefeituras da Baixada Santista, EMTU, Convention Bureau, associações e todos os órgãos desta área. O documento detalha as diversas etapas e medidas de controle.
 
Este pequeno, mas importante gesto facilitador, que viria a reduzir o custo das viagens para os turistas, certamente traria resultados a médio e curto prazos, com reflexos diretos na economia e na geração de empregos na Região.
 
É importante que aqueles que tiveram seus rendimentos garantidos e puderam manter suas famílias alimentadas, estudando ou trabalhando em home office, sejam agora solidários  aos mais penalizados. 
 
Dentro desta linha de ação, pedi ao Governo do Estado a liberação antecipada da verba DADETUR, em torno de R$ 440 milhões, para que as prefeituras das cidades turísticas possam realizar já as obras e ações em apoio ao turismo. 
 
Outra sugestão é que as prefeituras preparem, para quando a pandemia acabar, uma agenda de ações turísticas convergentes, e não concorrentes, entre as cidades.  Há atrações interessantes para todos. É preciso criar uma agenda integrada, que faça o turista permanecer mais dias na nossa região.
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