EDIÇÃO DIGITAL

Quinta-feira

18 de Julho de 2019

Rosana Valle

É deputada federal (PSB/SP), jornalista e escritora. Foi repórter da TV Tribuna por 25 anos e por 18 apresentadora e editora do programa Rota do Sol. Já fez reportagens em mais de 30 países e é autora de dois livros sobre o turismo regional e internacional. Rosana iniciou seu mandato em 2019 e é membro titular das Comissões de Viação e Transportes e Direito das Mulheres

Livre para voar

Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá está prestes a se tornar realidade

Depois de resolver entraves técnicos e jurídicos que perduraram por décadas, o Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá está prestes a se tornar realidade.

Agora, cabe à prefeitura dar andamento à licitação que escolherá quem vai construir, administrar e operar o terminal.

Vamos ficar de olho!

O aeroporto já colhe boas notícias: a empresa aérea Azul anunciou oficialmente que vai operar linhas regulares para o Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e interior de São Paulo. 

Falta ainda resolver problemas de acesso ao aeroporto, localizado em Vicente de Carvalho, distrito de Guarujá, que tem as instalações e a pista próximas à Margem Esquerda do Porto de Santos.

Para que os futuros usuários não tenham contratempos, é fundamental que as balsas da Travessia Santos- Guarujá sejam eficientes e não comprometam  os horários das pessoas.

É necessário modernizar a sinalização viária e os acessos ao Distrito de Vicente de Carvalho. Também é preciso avaliar a possibilidade de uma ligação marítima entre o Terminal de Passageiros do Porto de Santos e o aeroporto, uma distância de aproximadamente 1,5 quilômetro. 

Aí sim, que venham os empregos, os impostos e os turistas, que vão ajudar no desenvolvimento de Guarujá e das cidades da Baixada Santista!

Aeroporto não é lugar de bacana, como muita gente diz por aí! Aeroporto é lugar de trabalho 24 horas, para mecânicos, seguranças, pessoal de serviços gerais, operadores de voo, atendentes, taxistas e um universo de profissionais.

Em Itanhaém, nós também temos um moderno aeroporto. Até pouco tempo, era dali que saíam os helicópteros que levavam petroleiros para a Plataforma Marítima de Gás Natural de Merluza, a 180 km da costa de Praia Grande.

Só que a crise que se abateu sobre a Petrobras fez com que a empresa  transferisse a base dos helicópteros para o Rio de Janeiro.

Infelizmente, o aeroporto de Itanhaém não desperta o interesse das  empresas de aviação comercial. A pista opera, hoje, com aeronaves particulares e uma escola de aviação.

Mas, a grande novidade da aviação está surgindo na cidade de Praia Grande! É o Complexo Andaraguá, um gigantesco empreendimento de 5 milhões de metros quadrados que inclui um aeroporto de cargas, com uma pista de 2,6 quilômetros e um condomínio industrial com 212 galpões.

Esses galpões estão projetados para abrigar indústrias das áreas de tecnologia, química, bioquímica, farmácia e indústrias de automóveis. O complexo inclui torre comercial, hotel, lojas e a Fundação Andaraguá, que vai qualificar a mão de obra e manter o Centro de Pesquisa de Tecnologia e Meio Ambiente.

A Agência Nacional de Aviação Civil já autorizou a construção do aeroporto, e a liberação do complexo está na fase final de adequação das licenças ambientais. O Complexo Andaraguá está localizado a 17 quilômetros do Porto de Santos, às margens da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega.

Os idealizadores do projeto querem aproveitar o aeroporto de cargas e a proximidade com o Porto para fazer com que a matéria prima que chega do exterior fique em nossa região.

Ela será processada pelas empresas do complexo, e posteriormente exportada pelo Porto. O Complexo Andaraguá não tem dinheiro público.

O investimento privado é da ordem de 1 bilhão e 450 milhões iniciais, gerando 2,5 mil empregos diretos e 15 mil postos de trabalho indiretos. Primeiro como jornalista, e agora como deputada federal, venho acompanhando esse projeto de perto. 

Algumas licenças do empreendimento são de nível estadual. Mas, aqui em Brasília, estou dando suporte para que as questões técnicas e burocráticas do Complexo Andaraguá possam ser avaliadas e liberadas pelos ministérios federais.

Estou fazendo a minha parte como deputada. Articulando e cobrando. Respeitando hierarquias, e sem passar por cima de ninguém. Não caio de paraquedas, nem furo fila para sentar na janela do avião. Eu faço política, pensando nas pessoas da minha região!

Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna.
As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.