EDIÇÃO DIGITAL

Segunda-feira

20 de Janeiro de 2020

Roberto Monteiro

Foi repórter das principais rádios de São Paulo: Bandeirantes, Record, Jovem Pan e Gazeta. Nos últimos anos atuou nas maiores emissoras de rádio de Salvador.

Pré-temporada curta e calendário beneficia grandes clubes nos estaduais

Neste jogo da sorte nos parece que o Bragantino pode repetir o feito de 1990, iniciando sua nova fase de clube empresa com respaldo financeiro altíssimo

Amigos, o futebol brasileiro vem ao longo dos anos mudando radicalmente sua cara e fazendo com que o interesse do torcedor seja alterado também. Nosso atual calendário traz os campeonatos regionais para o início da temporada, cada vez com menor durabilidade e força das equipes.

Geralmente, os regulamentos dos regionais são elaborados para beneficiar os grandes clubes de cada estado e fica cada vez mais raro haver surpresas na conquista do título. Os grandes clubes têm que se dividir, depois de uma mínima pré-temporada, entre a competição regional e outros torneios de maior interesse técnico e financeiro. Os pequenos clubes não se arriscam a maiores investimentos justamente pela curta duração dos contratos e muito mais pela falta de incentivo financeiro nas cotas que recebem.

No caso dos clubes paulistas, em especial, sempre se inicia o ano com participação de alguns de nossos grandes clubes no Torneio da Flórida, fugindo totalmente da necessidade de preparo físico e técnico adequados para o ano todo de disputas. Já na volta tem que se revezar entre o Campeonato Paulista, Copa do Brasil e Copa Libertadores. Por isso a necessidade de se utilizar equipes de base ou de novos para o regional, pouco importando se chegará ou não ao título de campeão. Às vezes surgem surpresas como o São Caetano, Ituano e outros clubes menores que sabem tirar proveito da tabela e regulamento que não permitem os confrontos com todos os adversários, e na fase mata-mata nem sempre prevalece o fator técnico.

Neste jogo da sorte nos parece que o Bragantino pode repetir o feito de 1990, iniciando sua nova fase de clube empresa com respaldo financeiro altíssimo se comparado até mesmo aos nossos quatro grandes clubes.

De novidade, fora isso, fica a mania que adquirimos no ano passado de trazer treinadores estrangeiros para mudar nossos esquemas de jogo, mesmo que isso vá provocar uma possibilidade de fracasso em curto prazo. Neste aspecto me parece que somente ao final de 2020 se poderá avaliar de fato este aspecto, desde que os clubes mantenham seus treinadores. Como tudo no Brasil depende de três resultados seguidos poderá haver surpresas ou decepções no planejamento inicial.

No Brasil fica só na teoria a velha ideia de "que vença o melhor". Melhor mesmo é vencer, custe o que custar.

Tudo sobre:
 
Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna.
As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.