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Sexta-feira

10 de Julho de 2020

Roberto Monteiro

Foi repórter das principais rádios de São Paulo: Bandeirantes, Record, Jovem Pan e Gazeta. Nos últimos anos atuou nas maiores emissoras de rádio de Salvador.

Onde tudo isso irá terminar?

Novo presidente do Corinthians terá a terrível missão de resolver pendências e conviver com as desejadas voltas de Jô e Carlito Tevez

Amigos, em tempos de pandemia sem bola rolando, ascoisas que cercam nossos clubes de futebol ficam mais expostas e mais dentro da realidade do país onde se valoriza, em excesso, o que deveria ser medido pela razão e não pela paixão de dirigentes e torcedores. Basta ficar atento ao momento que todos os clubes têm passado para sobreviver sem verbas de televisão e patrocinadores.

Quero me ater especificamente ao Corinthians. O clube que tem mais torcedores e que mais fatura em cotas de televisão dentre os clubes paulistas atravessa uma turbulência incrível em meio a uma dívida quase impagável, até mesmo a longo prazo. Pelos números divulgados oficialmente pelo clube, os valores chegam a quase R$ 180 milhões e, certamente, não está somado ao valor anunciado o acerto com a Caixa para o pagamento da Arena. Um verdadeiro "presente de grego" que o clube recebeu confiando numa promessa e apenas visando alto faturamento com a Copa do Mundo, com os patrocínios que até hoje não vieram.

Fora a dívida do "elefante branco", fica latente que as contratações feitas para essa temporada não surtiram ainda o efeito necessário e ainda aumentaram em muito o valor das despesas mensais.

O Corinthians irá eleger um novo presidente e 200 conselheiros em novembro. O pleito terá nomes como Paulo Garcia, Augusto Melo e talvez Mário Gobbi, que ainda não oficializou sua candidatura, assim como Duílio Monteiro Alves ainda não foi confirmado como o nome da situação para concorrer ao cargo.

O certo é que o novo dirigente máximo terá a terrível missão de resolver todas essas pendências, ainda tendo que conviver com as desejadas voltas de Jô e Carlito Tevez ao clube. Jô está acertando sua liberação do Nagoya Grampus do Japão e não esconde seu desejo de figurar, pela terceira vez, como jogador corintiano. Já em relação a Tevez a situação é mais complicada em razão de sua idade (36) e, principalmente, pelos valores de seu contrato, que está terminando com o Boca Juniors. Um acordo que lhe rende algo em torno de 29 milhões anuais.

O fato é que Andrés Sanchez está finalizando seu segundo mandato como presidente do Corinthians devendo a sua torcida uma promessa feita ainda em 2015. Na oportunidade, ele garantiu que "o Corinthians será, em breve, o maior clube do futebol mundial". Os torcedores acreditaram, com a mesma boa intenção dele em avalizar a palavra de que a Arena era um presente para os corintianos.

Onde tudo isso irá terminar?

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