Roberto Monteiro

Foi repórter das principais rádios de São Paulo: Bandeirantes, Record, Jovem Pan e Gazeta. Nos últimos anos atuou nas maiores emissoras de rádio de Salvador.

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Maior Seleção Brasileira de todos os tempos

Tempos de ouro do nosso futebol arte que podia reunir craques fora de série, com qualidade técnica e física, com espaço em campo para realizar jogadas brilhantes sem se preocupar com a força física

Amigos, este domingo, dia 21 de junho, foi marcado pela comemoração dos 50 anos de nossa conquista definitiva da Taça Jules Rimet e pelas lembranças da "maior Seleção Brasileira de todos os tempos" como o mundo do futebol a batizou. Tempos de ouro do nosso futebol arte que podia reunir craques fora de série, com qualidade técnica e física, com espaço em campo para realizar jogadas brilhantes sem se preocupar com a força física, que quatro anos depois começaria a destruir essa imagem clara dos brasileiros em campo.

Lembro que, aos treze anos, ficava colado num aparelho de tv preto e branco para acompanhar os gols de Jairzinho, a genialidade de Pelé, a visão de jogo de Gerson, a raça de Clodoaldo, o chute potente de Rivelino e o flutuar de Tostão se destacando em uma disputa na qual vencemos todos os jogos com autoridade e de maneira indiscutível. Como esquecer nosso primeiro gol numa falta cobrada por Rivellino. A participação de Clodoaldo nos momentos decisivos contra Uruguai e Itália naquela Copa no México. Os gols geniais de Pelé e das tentativas históricas de gols que, mesmo não marcados, ficaram na história, sendo uma delas um cabeceio certeiro tornando a defesa de Gordon Banks como a mais difícil da história de todas as Copas.

Tudo isso me leva a uma reflexão do futebol brasileiro que passei a acompanhar de perto sete anos depois. O fiasco monumental do time de Coutinho na Argentina, piorado muito mais com Lazaroni na Itália. A reconhecida qualidade de jogo e de futebol com Telê na Espanha não repetida em nada em nova disputa no México.

As teorias defensivas de Carlos Alberto Parreira e Zagallo e a pobreza histórica do time de Dunga. Nem mesmo a conquista do mundial nos Estados Unidos conseguiu fazer com que a escalação daquele time ficasse na memória do torcedor. O vexame na França só foi superado com a conquista de Felipão, que provou ao mundo que o Brasil não dependia dos apelos por uma convocação de Romário e, sim, de Rivaldo e Ronaldinho Fenômeno.

Infelizmente, essa imagem acabou manchada de forma terrível em uma goleada histórica dentro do Mineirão e continua sendo contestada pelas teorias e convocações equivocadas de Tite tornando o futebol arte de 1970 um deserto de ideias e falta de empenho e compromisso de jogadores badalados e milionários, só preocupados com contratos, cortes de cabelo, tatuagens e brincos. 

Que saudade eu sinto das emoções que acompanhei por este mundo num tempo sem internet ou celulares, com contato direto com os nossos craques em treinos e jogos, sem assessores que em nada colaboram para a qualidade de trabalho da atual e festiva crônica esportiva brasileira.

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