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Sexta-feira

10 de Julho de 2020

Roberto Monteiro

Foi repórter das principais rádios de São Paulo: Bandeirantes, Record, Jovem Pan e Gazeta. Nos últimos anos atuou nas maiores emissoras de rádio de Salvador.

A volta do nosso futebol paulista

Federação Paulista de Futebol se posicionou a respeito das providências para o retorno, respeitando certamente ao protocolo de medidas em relação a Covid-19

Demorou, mas finalmente a Federação Paulista de Futebol se posicionou a respeito das providências para a volta do nosso futebol, respeitando certamente o protocolo de medidas em relação a Covid-19, deixando determinações importantes que darão aos grandes clubes paulistas uma condição de igualdade na fase de preparação para a volta aos campos.

Dentre as medidas importantes destaque para o obrigatório confinamento de todos em centros de treinamentos ou hotéis, dois testes para todos os envolvidos 48 horas antes da volta oficial aos treinamentos e antes do reinício da disputa em campo. Tudo isso depois de uma vídeo conferência entre clubes e FPF determinando que todos voltem na mesma data e sigam uma agenda coletiva de treinos progressivos, após a liberação oficial das autoridades de saúde. 

Antes disso não haverá nenhuma movimentação, afinal o futebol ainda não está entre os setores que estão autorizados a voltar gradativamente dentro do plano de reabertura das atividades da economia. 

Lembrando que está mesmo confirmada a conclusão do Paulistão dentro de campo, faltando duas rodadas para a conclusão da primeira fase e ainda mais quatro datas para as fases de mata-mata e partidas finais, num total de 24 jogos.

A questão exige mais atenção aos considerados menores na conclusão da disputa, pois equipes como Santo André (a melhor campanha até aqui), Mirassol e Novorizontino já perderam seus elencos e terão que refazer com novos contratados.

Dos grandes paulistas o que se viu foi uma movimentação no sentido de cortes de custos com redução de salários e suspensão nos pagamentos dos direitos de imagem. O fato teve variação de clube para clube de acordo com a condição econômica de cada um deles. O Palmeiras até aqui parece o que menos tem questões declaradas a respeito de problemas diante de comum acordo com seus profissionais com uma redução de 25 por cento nos salários. Mesma situação do Corinthians que no entanto tem uma declarada dívida monstruosa para pagar e ainda se prepara para eleições em novembro.

São Paulo teve uma redução maior, chegou a 50 porcento dos salários em condição imposta pela diretoria sem anuência dos profissionaias do futebol. E o Santos combinou um desconto de 30 porcento que se transformou em 70 porcento de redução salarial, além de impor que as diferenças só serão repostas pela metade do valor descontado contrariando frontalmente o acordo que existia com seus profissionais. Assim, lamentavelmente, os dois clubes se expõem a sérios problemas na Justiça do Trabalho diante das medidas adotadas.

Ao São Paulo resta a expectativa da transferência de Antony para o Ajax da Holanda, além de estar próximo de eleições também. Ao Santos fica a necessidade de negociação de jogadores, como Lucas Veríssimo que quer sair e ainda a expectativa da manutenção de sua Comissão Técnica comandada pelo discutido e ameaçado Jesualdo Ferreira.

Vamos aguardar...

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