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Sábado

19 de Outubro de 2019

Resenha Esportiva

Espaço mantido pelos jornalistas Heitor Ornelas, Régis Querino e Bruno Gutierrez. O trio traz informações e comentários sobre o Santos Futebol Clube e tudo mais que acontece no mundo do futebol.

Tailson já fez mais que Uribe e Cueva

Embora não viva boa fase, a base do Santos pode oferecer soluções a Jorge Sampaoli

Aos 20 anos, com um longo caminho a percorrer, Tailson começou bem a passagem pelo time profissional do Santos. Foi dele o gol da vitória sobre o Vasco, no último sábado (5), por 1 a 0. Ambidestro, o jogador acertou um chute forte de pé direito e garantiu os três pontos em São Januário.

Ainda é cedo para definir Tailson. O tempo vai dizer se ele tem futebol para jogar no Santos ou se será um coadjuvante. Contudo, pelo pouco que fez até aqui ele já produziu mais do que Cueva e Uribe, duas contratações que até agora depõem contra o trabalho da diretoria, que os trouxe, e do técnico Jorge Sampaoli, que concordou – ou pediu, sabe-se lá.

Cueva e Uribe podem até virar o jogo no Santos – o que é pouco provável –, e Tailson talvez não venha a ser um craque. Porém, o que fica claro é que o treinador tem a obrigação de olhar para as categorias de base com boa vontade. Os resultados das equipes sub-20 são muito ruins, é verdade, mas mesmo assim é preciso cuidado antes de descartar os garotos e de pedir a contratação de jogadores de qualidade duvidosa, que logo viram problema tanto por jogarem mal quanto por ganharem bem e onerarem a pesada folha de pagamento.

O ataque é o ponto fraco do time do Santos. No setor, apenas Soteldo joga para ter a vaga de titular garantida. Sasha oscila, e Marinho e Derlis há tempos não jogam bem. Uribe ainda não acertou uma única jogada desde que chegou do Flamengo, e Lucas Venuto ainda não mostrou a que veio. Diante disso, não dá para reclamar da falta de qualidade na base.

Ao promover jogadores, os treinadores sempre falam sobre o cuidado para não queimá-los. De fato, uma vez na equipe principal, o atleta está sujeito à intolerância da torcida. O apoio nos instantes iniciais se transforma em cobrança na reincidência de erros. Sampaoli sabe disso tudo. Por outro lado, com problemas para montar um ataque convincente, que transforme o grande volume de jogo do time em gols, ele precisa estimular o surgimento de soluções, venham elas de onde vierem. Ainda mais no Santos, um clube no qual a revelação de talentos é uma marca registrada.

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