EDIÇÃO DIGITAL

Segunda-feira

10 de Agosto de 2020

Resenha Esportiva

Espaço mantido pelos jornalistas Heitor Ornelas, Régis Querino e Bruno Gutierrez. O trio traz informações e comentários sobre o Santos Futebol Clube e tudo mais que acontece no mundo do futebol.

Santos deve ignorar a queda na Copinha

Diferentemente dos últimos anos, o time apresentou bom futebol

Pouca gente contava com a eliminação do Santos na Copa São Paulo diante da Ponte Preta. Porém, o péssimo estado do gramado do estádio Breno Ribeiro do Val, em Osvaldo Cruz, inviabilizou o toque de bola do leve time santista. Sem falar que, nos pênaltis, não existe favorito.

Diferentemente de  edições recentes, nas quais o Santos realmente foi muito mal e caiu ainda na fase de grupos, e mesmo das performances do ano passado no Campeonato Brasileiro e nos Aspirantes, com resultados pífios, desta vez a desclassificação precisa ser assimilada. Não só pelo fato de o time ter conseguido passar para o mata-mata – o que também não diz muito, afinal foi apenas o primeiro deles –, mas principalmente pela boa impressão que deixou na fase inicial, quando o gramado do estádio Bento de Abreu, em Marília, permitiu que se jogasse futebol.

Com a equipe eliminada, o que o torcedor quer saber é se algum garoto pode ser aproveitado no time de cima. Avaliados, sem dúvida alguns devem ser. Ivonei, Marcos Leonardo e Allanzinho merecem a chance de mostrar o que sabem a Jesualdo Ferreira. E ainda tem Lucas Lourenço, que há tempos gera expectativa, e outros. Por outro lado, ainda que a observação seja indispensável, nada garante que qualquer um deles vá se firmar. Na verdade, a porta da rua é sempre o caminho da maioria. Poucos são aqueles que conseguem resistir a uma concorrência tão acirrada.

Seja como for, o Santos tem de fazer as devidas análises com critério e aproveitar quem tiver condições. O momento é favorável. Com um time que terminou 2019 em alta, os calouros promovidos não vão chegar com a obrigação de resolver, como aconteceu, por exemplo, com a geração de Diego e Robinho há quase 20 anos. Desta vez, será possível entrar aos poucos e pegar confiança até que se alcance o sucesso.

A perspectiva do aproveitamento de talentos da base também se sustenta pela manifesta intenção de Jesualdo Ferreira de dar oportunidade a jovens promissores. Caso mantenha o discurso e avalie o que a base do Santos tem a oferecer, o treinador português estará cumprindo três missões: 

1) Revelar jogadores no time que, por vocação, mais revela no Brasil;

2) Trabalhar o patrimônio do clube para o futuro, quando uma venda para o futebol europeu pode salvar o caixa, como aconteceu com Rodrygo, que foi para o Real Madrid por quase R$ 200 milhões;

3) Poupar as finanças do clube de novos rombos. É melhor apostar em quem já está no clube do que fazer contratações caras e que terminam em prejuízo dentro e fora de campo.

Tudo sobre:
 
Este artigo é de responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a linha editorial e ideológica do Grupo Tribuna.
As empresas que formam o Grupo Tribuna não se responsabilizam e nem podem ser responsabilizadas pelos artigos publicados neste espaço.